BREQUE DE ARRUMAÇÃO!

 

As visões da razão têm que ser sensatas e clarearem bem. As emoções repentinas são descargas energéticas temerárias de cérebro sem conexão com a lógica. Enfim, despejos alucinantes de energia impura de propulsão deletéria, nociva, que corrompe e destrói o óbvio social.

É preciso tolher as sanhas vexatórias dos psicopatas da mídia que querem o estandarte da hipocrisia, à busca de uma passarela para se exibir, desejando ser símbolo da redução da maioridade penal.

Esses utopistas que se dizem “representantes” do povo, portadores de lesão psíquica da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em vez de se preocuparem com tal idiotice, que procurem ressocialização de menores com dignidade, e, não os condenando à escola do crime onde os menores se formam em catedráticos delinquentes.

A imprensa nos informa que os menores apreendidos convivem em prisão-chiqueiro, cuja “ressocialização” são torturas, revoltas e mortes internas, em que o Estado se faz de mouco e vesgo.

Os pseudos paladinos defensores dessa ideia irrealizável, extravagante que não prospera por ausência de nexo, que meditem com concentração profunda e pensem sem propósito burlesco e cômico, sepultando a sua utopia maquiavélica, sendo vedada direito a pêsames, exéquias, bem como uma lápide para inscrição de caráter memorial! Faz-se necessário que prevaleça o bom senso, pois, quem pensa não é punido!

O açodamento da aludida redução é mascarar a incompetência do Estado, dando uma solução satisfatória lépida à sociedade, iludindo-a, pois a medida torturante é sem base e desprovida de experiência científica.

A antecipação da idade penal é histeria psiquiátrica nervosa em querer tapar a falta de capacidade legal, mandando trancafiar na imundície carceragem a juventude principalmente negra, pobre, desprotegida da sorte, tendo o berço e a educação na senda do crime, família mal estruturada, periférica e desprezada pelo o Estado como escombro social.

É indispensável se fazer um estudo antropológico quanto aos aspectos culturais e sociais dos delinquentes juvenis. Acreditando-se – quem sabe – que não existe ainda uma dor latente em razão da escravidão e das chibatadas – Pelourinho – levadas por seus antepassados? Tudo isso, a meu ver, cabe a presença da psiquiatria e antropologia para que se justifique ou não, a doença nervosa da redução da maioridade penal.

Outrossim, é óbvio que se tenha um freio na violência juvenil que comete crimes hediondos, que não devem ficar impunes. Todavia, puni-los sem ressocializá-los é uma aberração. Não se admite que fiquem soltos quando reincidência genérica. Cabe ao Estado combatê-los, porém, que faça retorná-los ao convívio social como cidadãos e não aperfeiçoados catedráticos no crime perfeito!

Deve-se combater o crack e demais tóxicos usados pela juventude. Entretanto, os organismos policiais, serviço de inteligência têm sido incapazes para exterminá-los. O tráfico está escancarado face às fronteiras abertas! Nossos jovens delinquentes, dopados, sem maturidade, são capazes de disparar suas armas por motivos banais, muito mais por medo, ansiedade, efeito etílico e outras drogas.

A verdade real é que está faltando neste solo Tupiniquim um macho que tenha “aquilo roxo” e possuidor de uma genética de honradez e coragem para proclamar o “Breque de Arrumação”, colocando a pátria em ordem, mesmo tendo que usar meios rígidos, de modo que se restaure a dignidade e a paz social.

As nossas instituições democráticas estão bichadas com um “sistema vermelho predador” vergonhoso, cujo sumo provoca náuseas! Uma desordem moral, verdadeira contaminação espúria, enfim, um governo que urge depuração, pois, está enxovalhado por sujeiras se tornando enfadonho que exprime desgosto social.

A toalha já foi jogada! Tudo à deriva, sem direção, sem ordem, sem rumo! A veia escapatória do “já perdeu” é a febre pela redução da maioridade penal. A verdade está na rua: incompetência para combater os adultos sanguinários, traficantes, assaltantes a banco, chacinas constantes e demais ilícitos penais.

Os desafios dos criminosos são cinematográficos. Metralham unidades militares, tocam fogo em quartéis e furtam as armas, ônibus, bancos etc e desfilam com os reféns amarrados sobre o capô do carro,  zombando da impunidade e das nossas forças de segurança. Vergonha!

Bandidos ditam leis e códigos, fechando o comércio. Matam policiais como se abate um pássaro. Que país é esse!? Onde estão as garantias individuais e sociais!? Até quando este absolutismo deplorável desdenha a segurança pública?

Além do deleite da impunidade, os bandidos não temem o caráter intimidativo da pena. A imoralidade pública chegou ao máximo do sacrilégio. Em uma Parada Gay com o patrocínio do governo, um pederasta se exibe com o “rabo” para o ar e a imagem de Nossa Senhora Aparecida é introduzida no ânus por um colega, bem como blasfemaram Cristo na Cruz, símbolo do Cristianismo. Espetáculos histéricos, ofensivos ao pudor, sob os olhos de milhões de pessoas e autoridades. Faltou polícia!

Esses que pensam sem fundamento, delírio, em redução da maioridade penal, mostrem força, coragem e competência para erradicar primeiro a sanha dos adultos tarimbados no mundo do crime em que um bando de vinte bandidos, armados até os “dentes,” desafiaram, dinamitaram e assaltaram o Banco do Brasil na cidade do Conde, na Bahia, – muita audácia – metralharam o prédio da delegacia de polícia da companhia da PM. Após o terremoto desfilaram com os reféns sobre o capô do carro!

Estamos vivendo um terror neste país, uma verdadeira insegurança, ou melhor, uma anarquia desenfreada.  “Muitos metidos a bacana” que só têm retórica enganadora, quimeras eleitorais e os bolsos cheios de dinheiro do povo, enquanto as famílias ficam detrás das grades em suas respectivas casas, carpindo a sua dor. Que país é esse?

Isto que aí está não valoriza nem gosta de polícia de modo geral, não lhe tendo como instituição que presta um nobre serviço à sociedade. Prefere deixá-la com baixos salários, bem como não mostra interesse em tê-la em condições dignas para o desempenho do ofício que é manter a tranquilidade social.

A intenção do sistema que nos “governa” é extinguir a Polícia Militar. Em um Congresso Nacional realizado de 12 a 17 de dezembro de 2013, quando em sua farra deletéria, os “Vermelhos” brindavam a esperança da extinção da PM. “A Polícia Militar deve ser destruída.” “Delenda PM.” Alusão à expressão latina: “Delenda Carthago” (Destrua Cartago).

Em vez de jogar na prisão os jovens negros, pobres, abandonados no limbo da sarjeta, completamente dopados, pelo crack, sem o calor do afeto do poder público, antes o Estado deve derrotar os marginais adultos que desafiam as instituições republicanas, uns autênticos zombeteiros da impunidade. Uma coisa é certa: “não existe tropa sem comando nem bando sem chefe.” Um “           Breque de Arrumação” é preciso para se botar a casa em ordem!

 

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Cronista – Bel. em Direito – Membro da ABI/Seccional Norte – Escritor – Membro da Academia Juazeirense de Letras.

 

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