A reeleição é praticada nos Estados Unidos, na França, na Argentina e em vários outros países de democracia consolidada
Além de não ter aprovado nada, até agora, na perspectiva de aperfeiçoamento do nosso sistema eleitoral, a Câmara dos Deputados extinguiu anteontem, por uma maioria avassaladora, uma das poucas mudanças que deram certo no Brasil nos últimos 20 anos: a possibilidade de reeleição do prefeito, do governador e do presidente da República. Não se levou em conta que a reeleição é um julgamento a que o gestor se submete após cumprir o mandato de quatro anos. Se estiver correspondendo à frente do governo, o eleitor o reconduz para um novo mandato como acontece nos Estados Unidos, na França, na Argentina e em vários outros países de democracia consolidada. Sem contar também que nos países que praticam o parlamentarismo o primeiro-ministro pode ser reconduzido ao cargo, indefinidamente, enquanto tiver a confiança da maioria do parlamento. A Câmara fez uma mudança para pior, só para dizer que mudou alguma coisa.

























