A macarronada ficou para trás. Na maratona gastronômica da cidade olímpica, uma equipe do Comitê Olímpico Italiano se encantou foi com uma travessa de carne de sol com aipim, acompanhada de cerveja gelada, ontem, na Feira de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. A animação foi tanta que os gringos colocaram chapéu de cangaceiro e arriscaram umas notas na sanfona que enfeita o restaurante “Flor do Nordeste”.
Como eles, outros turistas aproveitaram o dia chuvoso para se dedicar aos sabores brasileiros. Também na feira nordestina, uma família mexicana provou o baião de dois.

— É a nossa primeira vez no Brasil. Então, queremos comer tudo. Já provamos picanha, tapioca, aipim, e tomamos guaraná. Mas gostamos mesmo foi da caipirinha — conta o estudante Carlos Ronquille, de 22 anos.
A bebida de fama internacional era a queridinha também de estrangeiros que estavam na Lapa ontem. As amigas inglesas Vicky Speed, Cheryl Martin e Katie Hoyle pediram duas, de limão e de morango, no bar “Sarau Rio”. Desde que chegaram à cidade, na sexta-feira, provaram feijão preto, açaí e até bolinha de queijo.

— É tudo muito gostoso. Fomos muito bem-recebidas no Rio, é sempre agradável comer com esse clima alegre. O único problema é que a caipirinha é muito forte, não vou aguentar — brincou a farmacêutica Vicky, de 29 anos.
As conterrâneas Joe Foster, de 30, e Joe Rota, de 32, preferiram uma bebida mais leve. Moradoras de Londres, na Inglaterra, as duas pararam para tomar água de coco num quiosque da Praia de Copacabana, antes de assistirem à ginástica artística. Nem o preço salgado (R$ 6) amargou o ânimo das moças.

No Boulevard Olímpico, na Zona Portuária, uma família argentina provou açaí.
— É muito refrescante. Estamos comendo muito bem no Brasil. Adoramos manga, que é rara na Argentina. Sem rivalidades! — afirma Paula de Lorenzo, de 45 anos.



























