Caso de cadeia: Moradores de Petrolina denunciam tratamento ‘carcerário’ na casa de apoio em Recife

Da Redação

Algumas pessoas que moram na cidade de Petrolina e que necessitam de hospedagem na casa de apoio na capital pernambucana procuraram a imprensa para denunciar casos de assédio moral praticados pela responsável do local em Recife. A acompanhante de um paciente, Adriana Nogueira Sales, que reside na Rua 22 no bairro Pedro Raimundo, afirmou que os acompanhantes são obrigados a fazer a limpeza do local, além de serem tratados com estupidez.

“No local não tem funcionários para fazer limpeza, as três alimentações do dia tem horário para ser servida – se não chegar no horário ficamos com fome, além disso, a coordenadora  Gilma é super mal educada e fica constantemente maltratando e humilhando os pacientes que chegam”, denuncia.

Indignada com a situação, Adriana Nogueira, faz outras declarações. “Só comemos arroz e feijão no almoço, ainda assim, a quantidade é pouca, de má qualidade, as pessoas agora estão sendo obrigadas a levarem suas compras, inclusive água para beber. Tudo na cozinha e trancado e a pessoa não tem acesso nem a geladeira”.

“Minha esposa quando chegou lá nem água tinha, fui obrigado a comprar. Quem almoçar tem que lavar os pratos, só de panela grande minha esposa que estava doente lavou três. Na hora da janta somos obrigados a comer o que elas querem, nem podemos reclamar porque a ignorância é demais. O local parece mais um presidio”, reafirmou o senhor Augusto.

Adriana denunciou ainda maus tratos por parte da coordenadora da casa. “Fui humilhada, discriminada e vítima de trabalho forçado lá dentro, a coordenadora colocou eu e os outros acompanhantes para fazer faxina aos sábados, limpamos tudo e no final do dia ela afirmou que os petrolineneses são todos preguiçosos. Além disso, ela me chamou de doida. Eu fui obrigada a ir ao local devido ao tratamento de saúde de meu filho e por não ter condições financeiras para ficar em outro local, são várias pessoas que estão passando por constrangimentos, ficando depressivas  e chorando sem saberem a quem recorrer”, lamenta.

Conluio familiar

“A família dela chegou essa semana na casa e está comendo tudo do bom e do melhor, tudo ficou guardado para a família dela. Fica aqui a minha indignação e que o prefeito Júlio Lossio tome alguma providência, tem um senhor mesmo lá que está sendo obrigado a ajudar na limpeza do seu quarto, ele é doente e está sendo obrigado a passar por isso”.

A reportagem do Ação Popular entrou em contato com alguns vereadores da cidade quando afirmaram que o fato vem ocorrendo há tempo e a administração Júlio Lossio (PMDB) tem conhecimento dos fatos. “A Prefeitura paga por mês R$ 12.500,00 de aluguel dessa casa e o resultado é esse que todos nós estamos vendo. Isso é uma vergonha”, dispara o vereador José Batista (PDT).

Informações Waldiney Passos/Rádio Jornal do Commércio

 

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