As sucessivas confusões registradas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS transformaram o colegiado em um palco de baixo nível geral. Essa é a avaliação do advogado do PDT, Walber Agra, que acompanhou esta semana o depoimento do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, presidente do partido e figura chave na pasta quando o escândalo estourou na mídia nacional.
“É um baixo nível geral. Virou um palco. Como a mídia social é muito forte, vários deputados e senadores fazem seus discursos. Teve um que xingou funcionários públicos que ali estavam, ficou rindo e foi embora, são cenas lamentáveis”, disse Agra, em entrevista ao podcast do Magno Martins.
Segundo ele, as fraudes começaram há cerca de uma década, mas só agora foram devidamente apuradas e então tornadas públicas, para solucionar o caso. Ele lembrou que o ministro Wolney Queiroz, pernambucano e que sucedeu Lupi na pasta, já concluiu as investigações e iniciou as restituições aos beneficiários que foram lesados.
“Houve fraudes contundentes, um sistema que começou em torno de 2016, com funcionários que passaram por várias administrações, de Michel Temer, Jair Bolsonaro e agora no governo Lula. O que se espera é que quem tiver culpa seja punido. O Brasil não pode ter ladrão de estimação. Se roubou e foi comprovado que roubou, puna-se. Se teve o devido processo legal, como está sendo exercido agora, é sanção aos corruptos. Isso porque o Brasil não faz como na Europa, onde se tem o chamado ‘follow the money’. Isso tornaria tudo mais simples de se localizar os culpados”, colocou.



























