Documentação arqueológica que vai muito além da arte

Apesar disso, pelo fato de o Brasil ainda possuir indígenas descendentes daqueles da pré-história, muitas das suas cerimônias e crenças poderiam ser as mesmas daqueles povos e foram estudadas pelos etnólogos e antropólogos. “Seguramente, o culto às forças da natureza fazia arte desses mitos e crenças também”, acrescenta.
As imagens eram elaboradas com auxílio das mãos, mas, em algumas épocas, até mesmo pincéis de fibras – alguns deles extremamente finos – estavam entre as ferramentas utilizadas, indicando uma técnica refinada. As impressões eram feitas por raspagem ou incisão nas pedras. Atualmente, a tecnologia permite estudar os pigmentos utilizados – como água, gordura e resinas – e, então, é possível realizar uma reconstrução hipotética da aparência das gravuras quando ainda recentes. “Com os computadores, são feitas provas e estimativas do possível aspecto que teriam na pré-história, embora dependa também da exposição da arte a agentes externos, como chuva, vento e insetos”, explica.



























