Em rede nacional, ministro da Educação defende volta às aulas e “apanha” nas redes

Porém, por lei, compete aos estados a decisão a respeito do retorno às aulas na rede estadual e às cidades, na rede municipal

Em pronunciamento em rede nacional, na noite desta terça-feira (20), o ministro da Educação de Jair Bolsonaro, pastor Milton Ribeiro, defendeu a volta às aulas presenciais em todo o país, apesar dos números ainda expressivos de casos e mortes por Covid-19.

“Quero neste momento conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações. A volta é uma necessidade urgente”, declarou Ribeiro.

No entanto, mesmo com as declarações de Ribeiro, por lei, compete aos estados a decisão a respeito do retorno às aulas na rede estadual e às cidades, na rede municipal. O ministro reconheceu que o governo federal não tem autonomia em relação ao assunto.

Imediatamente, as redes sociais se manifestaram, majoritariamente, de forma contrária às palavras do pastor.

“Depois de abandonar a educação brasileira e não fazer nada pra apoiar as secretarias de educação durante a pandemia, Bolsonaro tem a cara de pau de colocar o ministro da educação na TV para falar em volta às aulas…”, tuitou Guilherme Boulos (PSOL-SP).

“Teve pronunciamento do ministro da educação hoje na tv… Assim como os outros ministros esse é um zero à esquerda que só serve pra propagar a ideologia desse governo de miliciano Ministro da saúde que odeia a saúde, da educação q odeia educação, do meio ambiente q odeia…”, postou o músico Marcelo D2.

Veja comentários das redes:

No Senado

No dia 1 de julho, Ribeiro já havia defendido a volta às aulas presenciais em audiência pública no Senado:

“O Brasil é, infelizmente, um dos últimos países do mundo a reabrir as escolas. E não há que se dizer que o assunto foi a vacinação. Acabo de chegar da Itália e lá os países estão todos retornando, alguns com porcentagem de vacinação inferior ao Brasil”, alegou.

“Já há protocolos de biossegurança estabelecidos que reduzem riscos de contágio no ambiente escolar. Todos estes protocolos se baseiam fundamentalmente em distanciamento, uso de máscaras e de álcool em gel. Isso está mais do que sabido”, insistiu.

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