Estudante de medicina acusa pai de colega de agressão
O caso aconteceu após Matheus Harmes Malta Gantois, 21 anos, ter levado a filha do suposto agressor para um flat, após ela ter passado mal. O pai da jovem é um dos diretores do Grande Recife Consórcio de Transporte
Por: Isabelle Barbosa
Um estudante de medicina denunciou ter sido agredido pelo pai de uma colega após desentendimento durante a madrugada do último domingo (13) dentro de um flat, em Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. O suposto agressor é o executivo Carlos Eduardo Figueiredo.
Segundo o estudante Matheus Harmes Malta Gantois, 21 anos, ele estava em uma festa em Maracaípe, também em Ipojuca, quando recebeu, por volta da 0h30, uma mensagem da colega de turma da faculdade Juliana Figueiredo, 19, filha de Carlos Eduardo Figueiredo, que é um dos diretores do Grande Recife Consórcio de Transporte. Matheus e Juliana são alunos do primeiro período do curso de medicina da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO).
A jovem, segundo ele, estaria chorando por ter sido assediada e pediu para que ele se encontrasse com ela próximo ao banheiro do evento. “Ela chorava muito e, por ser amigo, me ofereci para voltar com ela. Ela disse que não queria ir para casa dela, então fomos para o flat onde eu estava hospedado“, contou.
O estudante afirmou ainda ter enviado uma mensagem para a irmã da garota, por volta da 1h, informando a situação. Ainda segundo Matheus, ao chegar ao flat, os jovens ficaram conversando em um sofá e acabaram pegando no sono.
Por volta das 3h, o estudante contou ter acordado com uma ligação da irmã de Juliana, afirmando que o pai dela e o irmão estavam no local para buscá-la. Ao descerem, Matheus diz ter sido empurrado por Carlos Eduardo Figueiredo, pai da jovem.
“Ele agrediu verbalmente os seguranças do local e começou a ser bastante agressivo. Quando eu fui dizer que era apenas amigo de Juliana e namorado da própria amiga dela, ele já foi me empurrando e bateu na minha cabeça e nas minhas costas”, contou.
De acordo com ele, um casal que estaria hospedado no flat ao lado e o irmão da menina teriam intervindo na confusão. Carlos teria saído furioso do local, quebrando a cancela do condomínio.
Matheus fez, ainda na manhã de domingo, um boletim de ocorrência na Delegacia de Porto de Galinhas e, em seguida, foi para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, acompanhado pelo advogado Ernesto Gonçalo Cavalcanti, onde passou por perícia traumatológica. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já solicitou as câmeras de segurança do local.
Por meio de nota divulgada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte, Carlos Eduardo Figueiredo informou que a “versão apresentada aos veículos de comunicação não condiz com a realidade” e que ele “já está tomando as medidas judiciais cabíveis”.
Acompanhe a nota na íntegra:
“Diante dos fatos divulgados pela imprensa decorrentes do incidente ocorrido na madrugada de domingo (13), envolvendo a mim e uma das minhas filhas, venho a público informar que a versão apresentada aos veículos de comunicação não condiz com a realidade dos fatos e que já estou tomando as medidas judiciais cabíveis. Por fim, peço privacidade a minha família, pois ainda estamos abalados com a situação”.



























