Exército já discute local onde Bolsonaro deve ficar preso
Planejamento militar considera risco de protestos de apoiadores e impactos na rotina dos quartéis

Em conversas extraoficiais, oficiais de alta patente admitem que o debate é precipitado, mas necessário. “É importante ter um mínimo de planejamento para não sermos pegos de surpresa caso, de fato, alguns militares sejam condenados”, explica um oficial, preferindo não se identificar. A tese é de que, se a hora chegar, deve-se agir com clareza e evitar improvisos, especialmente considerando a possibilidade de manifestações de apoiadores de Bolsonaro em frente a unidades das Forças Armadas.
Segundo a reportagem, o plano é que o julgamento sobre a tentativa de golpe avance ainda em 2026, apesar do receio de que não seja possível concluí-lo neste ano. O processo envolve um total de 34 denunciados, e a demora preocupa o Alto-Comando, que teme uma escalada de tensões em pleno ano eleitoral. No entanto, com o caso concentrado na Primeira Turma do STF, a conclusão em curto prazo é considerada pouco provável.
Para Bolsonaro, a alternativa mais provável é cumprir pena em uma unidade militar, em instalações consideradas especiais pela condição de ex-presidente e ex-integrante das Forças Armadas. Entre as possibilidades está a liberação de um espaço no Comando Militar do Planalto, em Brasília. No Rio de Janeiro, há menções ao quarto do comandante da 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, que inclui armário, frigobar, televisão, ar-condicionado e banheiro privativo — vantagens que, na avaliação de oficiais, poderiam atenuar pressões e protestos de grupos de apoio.
























