O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a declarar nesta sexta-feira (25) que os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff não conseguiram construir até hoje uma “narrativa convincente” para solicitar o afastamento dela. A afirmação foi feita ao jornal “Folha de São Paulo”.
A declaração deixou mal na fita dois advogados de São Paulo que protocolaram recentemente na mesa da Câmara Federal um pedido de impeachment da presidente da República: Miguel Reale Júnior (ministro da Justiça no governo do próprio FHC) e Hélio Bicudo (ex-petista).
FHC voltou a aconselhar Dilma a amadurecer a tese da renúncia dizendo que o tempo dela na Presidência da República “está esgotado”. Ele já tinha defendido essa tese três semanas atrás dizendo que a renúncia seria um “gesto de grandeza”.
Para o seu próprio bem, diz FHC na mesma entrevista, Dilma deveria procurar a oposição para propor um pacto em torno de questões que ajudem a tirar o Brasil da crise, mas “oferecendo sua renúncia antes do final do mandato”.
“Ela tem que olhar para a história e não convém ficar marcada como a presidente que não conseguiu governar, ou que vendeu a alma ao diabo para governar”.
FHC disse também que Dilma está fazendo tantas concessões ao PMDB (“pacto com o demônio”) que não terá mais condições de governar. Refere-se ao fato de a bancada do partido na Câmara Federal ter exigido dois ministérios para continuar apoiando o governo: Saúde e Infraestrutura.


























