Famosas abandonaram o carnaval para ‘servir a Deus’; veja

Baby do Brasil e Ivete Sangalo protagonizaram a grande polêmica do carnaval deste ano, quando a pastora anunciou o “arrebatamento do Apocalipse” em pleno trio elétrico da baiana em Salvador. O vídeo do momento viralizou na web e dividiu opiniões. Baby, que se converteu à religião evangélica em 1999 e se tornou pastora da Igreja Ministério do Espírito Santo de Deus no ano seguinte, optou por não abandonar a carreira artística nem se afastar do carnaval.

 

Aos 71 anos, ela passou a usar sua visibilidade para “pregar a palavra de Deus”. “Mamãe nunca parou de cantar no mundo. Várias vezes ela cantou ‘Poderoso Deus’ em pleno carnaval, com pessoas chorando com as mãos para cima”, lembra a filha, a pastora Sarah Sheeva, que defende a mãe na polêmica com Veveta.

Outra famosa cristã que faz coro com a intérprete de “Menino do Rio” é Ângela Bismarchi. “O que a Baby fez não foi afrontar. Ela estava ali sendo usada por Deus”, diz a ex-rainha de bateria, que hoje quer distância do carnaval: “Não sinto falta. Minha prioridade vai ser sempre Jesus”.

Ela não é a única. Várias outras famosas também trocaram a carreira artística para “servir a Deus” e hoje usam a fama para “pregar a palavra”. Confira!

Ex-Tiazinha dá testemunho de fé

Símbolo sexual do final dos anos 1990, Suzana Alves causou alvoroço ao participar do desfile da Tradição’, em 1999. Ela foi madrinha da escola de samba carioca, caracterizada como a sua famosa personagem Tiazinha, com direito a máscara e chicote.

Convertida há mais de 20 anos, Suzana hoje quer distância do carnaval e usa as redes sociais para falar de fé. Aos 45 anos, ela também dá testemunhos e palestras em templos religiosos, e participa de retiros espirituais.

Suzana Alves no desfile da Tradição, em 1999, e atualmente: oração — Foto: Michel Filho e Instagran
Suzana Alves no desfile da Tradição, em 1999, e atualmente: oração — Foto: Michel Filho e Instagran

“É preciso ser discípulo de Jesus”, diz Joana Prado, a ex-Feiticeira

Outra que também já fez bastante sucesso no carnaval é Joana Prado. A intérprete da inesquecível Feiticeira entrou na Sapucaí em 2000 como musa do Salgueiro. Mas desde a sua conversão, há quase 15 anos, o foco dela é outro: “O Reino de Deus e os valores familiares”.

“Não basta se tornar mais um cristão. É preciso ser discípulo de Jesus”, declarou ela nas redes sociais: “Me arrependo da época da Feiticeira, e arrependimento significa mudança de vida”.

Joana Prado, a ex-Feiticeira, no desfile do Salgueiro, em 2000 — Foto: Ivo Gonzalez
Joana Prado, a ex-Feiticeira, no desfile do Salgueiro, em 2000 — Foto: Ivo Gonzalez

Doutorando em ministério

Conhecida pelas suas passagens na Avenida e pelas plásticas que fazia antes do carnaval, Ângela Bismarchi hoje quer distância da folia. “Não sinto falta das coisas do mundo. Jesus é a razão do meu viver, a minha motivação”, diz ela, que foi rainha de bateria de escolas como Império Serrano e Porto da Pedra.

A ex-modelo se converteu ao Evangelho há dez anos e passou a trocar os desfiles das escolas de samba por retiros espirituais. Aos 56 anos, ela hoje é doutoranda em Ministério e bacharel em Teologia.

Evangélica, Ângela Bismarchi abandonou o carnaval — Foto: Marcelo Sayão e Daniel Pinheiro
Evangélica, Ângela Bismarchi abandonou o carnaval — Foto: Marcelo Sayão e Daniel Pinheiro

‘Eu era suja do pecado’

Ex-integrante do grupo “É o tchan”, Débora Brasil hoje leva uma vida bem diferente. Aos 53 anos, ela é pastora de uma igreja evangélica em Salvador, na Bahia, onde costuma pregar sobre o passado, segundo ela, de “pecado”, que teve quando atuava como dançarina ao lado de Carla Perez e Jacaré.

“Eu não sabia que ia poder desfrutar dessa presença tão maravilhosa, que é a presença do Senhor. Que afasta pessoas que querem destruir a nossa vida. O Senhor olhou para mim, mesmo errada, suja do pecado, ali, subindo e descendo. Eu estava com a vida destruída emocionalmente”, disse ela, durante uma pregação no “Culto da Família”, em São Paulo.

Ex-integrante do grupo “É o tchan”, Débora Brasil é pastora — Foto: Arquivo e Reprodução - Instagram
Ex-integrante do grupo “É o tchan”, Débora Brasil é pastora — Foto: Arquivo e Reprodução – Instagram
Débora Brasil no culto e nos tempos de Tchan com Jacaré e Carla Perez — Foto: Rubia Adorno/ rep/ instagram e divulgação
Débora Brasil no culto e nos tempos de Tchan com Jacaré e Carla Perez — Foto: Rubia Adorno/ rep/ instagram e divulgação

Ex-Ronaldinha é missionária

Famosa na década de 1990 por namorar o então jogador Ronaldo Fenômeno e integrar o grupo “As Ronaldinhas”, Viviane Brunieri é evangélica desde 2010. Ela se formou em Teologia e começou a pregar como missionária, dando testemunho em igreja evangélica sobre o seu passado com drogas, prostituição, filme pornô e busca pela fama.

Vivi também se manifestou nas redes sociais sobre a fala de Ivete Sangalo com Baby do Brasil, em que a baiana afirma que iria “macetar o Apocalipse”. “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá”, disse a missionária.

Ex-Ronaldinha, Viviane Brunieri é missionária — Foto: Ricardo Canhoto e Instagram
Ex-Ronaldinha, Viviane Brunieri é missionária — Foto: Ricardo Canhoto e Instagram

Pregação e arrependimento

Batizada há mais de dez anos em uma igreja evangélica, Karina Bacchi sentiu que se converteu de fato ao Evangelho de Jesus em 2020. Desde então, ela frequenta a igreja Yah Church e usa seus canais no YouTube e Instagram para evangelizar. Karina chegou a desfilar no carnaval de 2005 como destaque da Viradouro.

Aos 47 anos, Karina se arrepende dos tempos em que brilhava como atriz na TV e também do ensaio nu que fez para a “Playboy” em 2006. “É um dos maiores arrependimentos da minha vida. Tenho tanto nojo da minha ‘Playboy’… O mal trabalhou de um jeito ali, olha. Ainda mais que o meu ensaio foi especial de Natal, nascimento de Jesus. Que absurdo! Com chapeuzinho de Mamãe Noel, que coisa demoníaca, gente. Eu tenho nojo, raiva desse momento”, disse ela em seu canal.

Karina Bacchi desfilou na Viradouro em 2005 — Foto: Marco Antônio Teixeira e Instagram
Karina Bacchi desfilou na Viradouro em 2005 — Foto: Marco Antônio Teixeira e Instagram

“Minha mãe vem de uma igreja mais liberal”

Filha mais velha de Baby do Brasil e Pepeu Gomes, Sarah Sheeva formou com as irmãs o grupo pop musical SNZ, que durou até 2003. Ela foi a primeira da família a se converter, em 1997. Hoje, aos 51 anos, Sarah é pastora e fundadora do Culto das Princesas, em que ensina as fiéis a “serem princesas aos olhos do mundo e dos homens”, como se casarem virgens, por exemplo.

Sarah admite ter um pensamento diferente de Baby em algumas condutas religiosas. “Minha mãe se converteu numa igreja ‘mais liberal’, diferente da minha. Não posso fazer as escolhas por ela. Ela acredita que Deus tem um chamado para ela fazer ali no carnaval. E quem sou eu para me meter nisso? Não sou eu que vou dar conta dela diante de Deus. Eu amo, falo a minha opinião, porém respeito o posicionamento”, justifica.

Sarah Sheeva fes parte do grupo pop SNZ com as irmãs — Foto: Divulgação e Instagram
Sarah Sheeva fes parte do grupo pop SNZ com as irmãs — Foto: Divulgação e Instagram

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