Influenciadora presa em shopping é internada, e mãe diz que ela sofre de hipomania
A mulher de 35 anos foi detida no Paseo, nessa terça-feira (29), tentando furtar uma calça, segundo a polícia
Por Tharsila Prates, do Correio

Priscila (Pri) Ruas compartilha imagens nas redes sociais de lugares luxuosos Crédito: Reprodução/Redes sociais
A influenciadora de 35 anos detida por tentativa de furto no Shopping Paseo, em Salvador, nessa terça-feira (29), está internada em uma clínica. Após depoimento à polícia, Priscila Ruas Pedreira foi alvo de uma internação compulsória. A mãe de Priscila disse à TV Record nesta quarta (30) que a filha sofre de hipomania e que, “se fosse mau caratismo dela”, seria a favor da prisão.
Hipomania é uma manifestação do transtorno bipolar e se caracteriza por um desequilíbrio do estado de humor no qual surgem estados de excitação, euforia, insônia e pensamento acelerado. “É como se fosse uma adrenalina, que a faz querer comprar tudo”, explicou a mãe.
Ela disse ainda que a filha, conhecida como Pri Ruas, tomou por 1 ano um remédio para dormir que causaria hipnose e alucinação. Priscila chegou a ter overdose do medicamento, segundo a mãe, foi internada na UTI e sofreu alguns surtos. A mãe citou o episódio de Praia do Forte, onde a Delegacia de Proteção Ambiental registrou um boletim de ocorrência contra a moça por furto qualificado em janeiro deste ano. Ela realizou compras no valor de R$ 2.046,00 no cartão de crédito de uma amiga.
A mãe, no entanto, credita o caso às crises de ansiedade da filha. “Ela achou que o cartão fosse dela. Se tivesse pego o cartão da amiga de propósito, ela não teria informado o endereço dela”, disse a mãe.
A versão da mãe sobre o caso em Praia do Forte é semelhante à de Priscila, que, em depoimento à época, relatou que estava sob efeito de medicação e que não sabia o que tinha feito. Ela disse que sofre de depressão, pânico e que toma 16 remédios por dia, sendo de cinco a oito comprimidos do medicamento Zolpidem para dormir. Ela também informou à polícia que “o remédio tem como efeito ‘amnésia total'”.
“A interrogada informa que não lembra de nada do ocorrido. Que usa o Zolpidem há quatro anos, que de seis meses para cá seu pai teve um AVC, que foi afastada pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] do trabalho. Que faz acompanhamento com psiquiatra e psicólogo”, apontou o B.O. sobre a resposta de Pri acerca da justificativa para ter realizado as compras. Ela anexou no processo os relatórios de dois médicos psiquiatras afirmando sua condição de saúde.

Um dos relatórios médicos entregues por Priscila Ruas após denúncia de furto qualificado de um cartão de crédito de uma amiga em janeiro de 2025 Crédito: Reprodução

























