A entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no último domingo (12) isolou definitivamente o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no governo Jair Bolsonaro, que já busca um substituto para assumir a pasta responsável pelo combate à pandemia do coronavírus.
Mandetta, que já havia sido isolado por governistas da ala ideológica – como Abraham Weintraub (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores -, foi abandonado até mesmo por Paulo Guedes (Economia) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) que consideraram a fala do colega à arqui-inimiga Globo como provocação desnecessária a Bolsonaro, que teria sido pego de surpresa com a aparição do subordinado na emissora da família Marinho.
O próprio Mandetta já estaria falando a pessoas próximas que a demissão é uma questão de tempo e avalia ao menos um aspecto como positivo na sua saída, de que Bolsonaro teria de ter parar com bravatas e assumir a responsabilidade no combate à pandemia. Para o ministro, a postura do presidente tem sido sobretudo política, na queda de braço com ele.
Por outro lado, Bolsonaro acredita que Mandetta jogará a toalha após ser abandonado até pelo núcleo militar do governo, que também viu provocação do ministro na entrevista ao Fantástico.
A estratégia de Bolsonaro agora, com o isolamento do ministro, é aumentar o processo de fritura do ministro, até que ele peça para sair.
O presidente já estuda nomes para substituir Mandetta e já teria descartado o ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra, e a médica Nise Yamaguchi, por falta de apoio da classe média.
Entraram no radar do presidente a cardiologista e pesquisadora Ludhmila Hajjar, diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein.


























