Márcio Victor sobre cachê dos cordeiros: “Não aceito menos que R$ 400”

Cantor puxou um trio no sábado, 20, no Farol da Barra

Por: Vinicius Viana | Portal Massa!

Psi arrastou uma multidão na Barra
Psi arrastou uma multidão na Barra – 

Márcio Victor reagiu ao movimento dos cordeiros do Carnaval de Salvador, que continuam reclamando de discriminação e baixa remuneração durante a folia. O vocalista da banda Psirico saiu em defesa da categoria, afirmando que não admite que os cordeiros recebam menos de R$ 400 reais e sejam maltratados pelos foliões e contratantes.

“Isso me corta o coração. A música ‘Cole na Corda’ é exatamente sobre essa preocupação que eu tenho. ‘Cole na Corda’ foi de uma cena muito triste que eu vi em um documentário, onde uma mulher tirava todo o valor de um cordeiro”, afirmou Márcio Victor ao ser questionado sobre o tema pela coluna Sabendo Com Vini, do Portal MASSA!,durante o “Esquenta” do Festival de Verão, na tarde de sábado, 20, no Farol da Barra.

Em seguida, o artista pontuou que não admite maus tratos em seu bloco durante a folia. “Quando a gente decide fazer o bloco ou não, a minha primeira preocupação são os cordeiros, porque eu não admito que deem aquele lanche horrível para os cordeiros, não admito que não paguem menos de R$ 500, 400 para cada cordeiro. É o trabalho mais importante do Carnaval”, declarou o pagodeiro.

Por fim, Márcio Victor afirmou que todos devem pensar primeiro nos cordeiros, pois os artistas tem uma vida estabilizada, e revelou que faz uma confraternização para a categoria em seu condomínio após o Carnaval. “Eu fazia um negócio muito massa depois do Carnaval, na quarta-feira de cinzas. Chamava os cordeiros do meu bloco pra minha casa para comer feijão. Botava todo mundo lá no quintal, mainha fazia duas panelas de feijão e não tinha bagunça no condomínio, pois todos se comportavam. No outro dia, eu só via as mensagens chegando assim: ‘Márcio, a gente se sente abraçado por você, continua assim’”, contou.

“Então, eu acho que todo mundo deve pensar primeiro, antes de tudo, nos cordeiros, e depois nos artistas, porque os artistas sempre estão na situação confortável, e para ter um Carnaval mais humano, a gente precisa prestar atenção nisso”, completou.

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