Militares da ativa dizem querer distância de bolsonaristas golpistas – e afirmam temer mudanças para tumultuar e arranhar ainda mais a imagem das Forças Armadas.
Uma das mudanças que entraram no radar de militares que conversaram com a imprensa seria uma troca no comando do Exército por um nome mais alinhado ao que os bolsonaristas radicais têm pressionado: um roteiro golpista e de tumulto após a vitória de Lula. O atual comandante do Exército é o general Marco Antônio Freire Gomes, nomeado pelo presidente em março.
Generais lembram ao blog da Andréia Sadi que a prerrogativa de nomeação dos chefes das Forças Armadas é do presidente da República. Bolsonaro poderia trocar Freire Gomes –que, segundo eles, que não compactua com nenhuma aventura bolsonarista. Até dentro do governo assessores de Bolsonaro reconhecem que o presidente se irrita com o que chamam de falta de adesão do comando do exército ao presidente.
De uma fonte do Exército ouvida pelo blog do Magno: “Ele [Bolsonaro] pode fazer [trocar o comandante do Exército], mas seria a pá de cal. E fortaleceria Freire Gomes. Pior: não adiantaria nada porque vamos sempre lembrar que tem um Alto Comando, um colegiado que garante o equilíbrio”.
O presidente gostaria, ainda de acordo com militares, que o comandante do Exército fosse mais próximo a ele –mas Freire Gomes, ainda segundo relatos, quer distância e só vai ao encontro de Bolsonaro quando convocado, por se tratar de chamado do chefe do Executivo.
Os generais dizem também que nunca viram tantas mudanças como as do governo Bolsonaro – e atribuem essa estratégia de misturar a imagem das Forças Armadas a Bolsonaro a incentivos e participação de “ex-generais, ex-militares que hoje são políticos” que hoje integram o governo.
O blog também perguntou aos militares sobre o relatório a ser apresentado nesta quarta (9) pelo Ministério da Defesa sobre o sistema eletrônico de votação. Generais chamaram o anúncio de “bala de festim bolsonarista” para alimentar teorias de conspiração dos apoiadores do presidente, derrotado nas eleições por Lula.
Nas palavras de um general: “Não tem fato, mas podemos esperar factoides”. O relatório não teve, segundo generais, participação dos comandos das Forças Armadas, o que incomoda Bolsonaro.

























