Por Magno Martins
A governadora Raquel Lyra (PSD) só tem mais 20 dias, até 4 de julho, para propagandear um rosário de feitos no horário nobre da TV que, na verdade, não passam de muito oba-oba. Em três anos, pouco ou quase nada seu governo entregou.
O tempo se encarregou de revelar a face mais cruel, mas ao mesmo tempo real: um governo sem identidade, sem entregas de obras ou projetos estruturadores para o Estado. O que é o Governo Raquel? Um amontoado de tapumes sem obras por dentro e um festival de ordens de serviço para obras fantasiosas.
Mas para quem não acompanha o dia a dia da gestão e se vê bombardeado pela propaganda, a lavagem cerebral funciona, porque a dosagem de mídia paga é excessiva. Se Raquel fazia queixas de que João Campos (PSB) não tinha limites em gastos com propaganda, imagina a gestão dela.
Raquel está pagando publicidade até em painéis luminosos em shoppings e em elevadores de prédios residenciais. Nem o cinema escapa! E a oposição assiste a tudo isso calada. Só em horário nobre da Globo, são mais de dez inserções por dia. Se há algo que justifique a melhora nos índices de aprovação do governo, a leitura começa por aí.
IDENTIDADE – Em se tratando de obras estruturadoras, a gestão de Jarbas Vasconcelos foi marcada pela duplicação da BR-232 entre o Recife e São Caetano. A de Eduardo Campos, a construção de três grandes hospitais de emergência na Região Metropolitana para desafogar a Restauração. Ao fechar três anos e meio do seu governo, o que Raquel fez para a sua passagem pelas Princesas ser rotulada?

























