Ministro diz que pagou carnaval com dinheiro próprio e assessores devolveram verba

Do UOL – O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou hoje que a viagem para participar de carnaval fora de época em Aracaju foi paga por ele e que o dinheiro federal gasto com assessores será devolvido.

O que aconteceu

Conforme o Estadão revelou, a Secretaria-Geral usou dinheiro público para custear a viagem de três servidores para o Précaju, em Sergipe, no fim do ano passado. A agenda particular ocorreu entre os dias 3 e 5 de novembro e custou, ao todo, R$ 18.559,27 aos cofres públicos.

O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) vai apurar se os recursos foram destinados de forma irregular. Por meio de nota, a Secretaria-Geral já havia informado que o dinheiro seria devolvido.

Em entrevista no Planalto nesta tarde, Macêdo afirmou que houve um erro “formal” do gabinete e que já foi aberta uma sindicância para que não ocorra de novo. Ele garantiu que só usou recursos próprios e disse que o montante gasto com os assessores já foi devolvido hoje.

O presidente Lula e o ministro Márcio Macêdo

Eu paguei as minhas passagens, em voo comercial, e fora do expediente. Eu fui no final de semana, em agenda particular, e não recebi diárias para isso. Houve um erro formal do meu gabinete, um erro de procedimentos que nunca mais se repetirá. Um erro onde três assessores foram para Aracaju e utilizaram as passagens os recursos públicos diante disso.Márcio Macêdo, em justificativa

Um dos assessores foi um fotógrafo oficial da Presidência da República, que registrou Macêdo na festa. A justificativa inicial da pasta é que houve uma visita a uma ONG, que não estava em seus compromissos oficiais. Mas o ministro não postou nenhuma foto do encontro na organização em suas redes sociais, enquanto publicou 28 imagens e um vídeo da festa.

“Eu sabia que eles estavam lá, mas não sabia que estavam recebendo e que foram gastos recursos públicos sem ter agenda institucional”, continuou Macêdo, sem citar a suposta ONG. “Isso não pode acontecer, isso tem que ser corrigido.”

Devolução após investigação

O MPTCU pediu que o TCU investigue se a pasta de Macêdo usou dinheiro público para bancar as passagens dos funcionários para o Carnaval fora de época. Segundo o Estadão, o caso teria custado o cargo da secretária-executiva de Macêdo, que se recusou a aprovar a ida de servidores e foi exonerada na última terça (9).

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