Morre João Calvino teólogo francês, fundador do calvinismo

A partir de 1533, porém, os laços que o uniam ao catolicismo afrouxaram. O discurso que redigia em Paris, cometia várias heresias. Finalmente, nos primeiros meses de 1534, adotava o protestantismo.
Naquele mesmo ano, retirou-se para Estrasburgo e, depois, para Basiléia, onde concluiu, em 1535, seu livro, Institutio Religionis Christianae, no qual apresentava uma ruptura bem mais sensível com os dogmas católicos do que com as idéias de Lutero.
Calvinismo
Seguindo a mesma trajetória de outros reformadores, Calvino fazia da educação um poderoso auxiliar das novas ideias. Em junho de 1559 fundava a Academia de Genebra, que se converteu em uma das mais brilhantes sedes da ciência na Europa. Ao mesmo tempo, ocupou-se da difusão pela Europa da sua doutrina. Formava os discípulos, que por sua vez criam por todo o lado novas igrejas. A sua atividade como pastor e como professor é desmedida. Não tarda em sucumbir à enormidade da tarefa.
O sistema teológico calvinista é a doutrina mais amplamente aceita e de maior influência no protestantismo. É fundamentalmente teocêntrica, e, ao mesmo tempo, uma reforma anticatólica e antiluterana. Admite a Trindade, a “encarnação do filho de Deus numa Virgem, a dupla natureza de Cristo, a teoria agostiniana da graça, a predestinação e o pecado original”.
A igreja calvinista, cuja autoridade dimana diretamente de Deus, tem como missão predicar a palavra divina, administrar os sacramentos e velar pela disciplina eclesiástica. Os escolhidos mais ilustres devem ensinar aos restantes as Sagradas Escrituras, única fonte da fé.
O ministério corresponde aos pastores, aos mestres, aos presbíteros e aos diáconos, não existe a categoria episcopal. Cada congregação local, governada por um consistório de pastores, é independente. Segundo Calvino, a salvação só se alcança através da fé, mas ela é concedida por Deus a alguns eleitos, os predestinados, sendo o homem pecador por natureza.
Aceita os sacramentos do batismo e da eucaristia e suprime o culto aos santos, resumindo-se a comentários bíblicos feitos por sacerdotes sem paramentos, em igrejas simples e despojadas de imagens, das relíquias e da cruz, consideradas como idolatria. Não admite a confissão auricular, os votos, o celibato, a missa nem as indulgências, e nega a existência do purgatório.























