No blábláblá da política, 2022 chegou. Rui é presidenciável, e Otto governador. Pode?
Dizem que o Brasil, com esse calendário eleitoral de eleições de dois em dois anos, incrustou na alma dos políticos a discussão política com foco único, a próxima eleição (como se discussões sobre política fosse só isso).

Assim o é que mal os eleitos do ano passado completaram quatro meses de mandato, já se fala em 2022. Uma pérola, vez que a próxima eleição, a do ano que vem, ficou restrita, ao que parece, para os atores municipais, sempre coadjuvantes no processo, agora mais que nunca.
Chapa pronta
Assim o é que alguns, como o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), dão até a chapa governista como pronta e acabada:
— A chapa na Bahia é Otto governador, Rui senador, ou presidente, o vice do PSB ou do PCdoB e João Leão com o mandato tampão (no governo).
Otto ri, Leão diz que ainda é muito cedo, o negócio agora ‘é governar’ e Rui não dá trelas. Diz que a ideia do momento é ‘trabalhar pela Bahia’.
O nome de Rui como presidenciável do PT é sempre citado pela mídia nacional e tem a ver. A Bahia e o Piauí são as experiências petistas tidas como as mais bem sucedidas em todo o Brasil.
Como o Piauí é um estado pequeno, do ponto de vista petista, Rui ganha relevância. Mas convenhamos, para ele é apenas boato a favor e boato a favor, como dizia Tancredo Neves, não se desmente. Já ACM Neto diz que é candidato ao governo em 2022. A razão é elementar: nada a perder.


























