ONU termina investigação sobre armas químicas na Síria
Os especialistas em armas químicas da ONU (Organização das Nações Unidas) deixaram a Síria, ao fim da investigação sobre a suposta utilização desse tipo de armamento no país. A equipe, que desembarcou na Síria na quarta-feira da semana passada, deve apresentar um relatório em outubro sobre sete ataques cometidos supostamente com armas químicas durante o conflito.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, na noite de sexta-feira, por unanimidade, uma resolução que prevê a destruição do arsenal químico do regime sírio de Bashar al-Assad. Essa é a primeira resolução adotada pelo máximo órgão da ONU sobre a Síria desde o início do conflito naquele país, em março de 2011, após os vetos de Rússia e China a três projetos precedentes.
Quase de forma simultânea, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou uma nova conferência de paz sobre a Síria, denominada “Genebra 2”, que será realizada em meados de novembro com o objetivo de tentar organizar uma transição política no país mergulhado em uma sangrenta guerra civil.

A resolução do Conselho de Segurança foi aprovada por seus 15 membros, entre eles os cinco permanentes com direito a veto: Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha.
O secretário americano de Estado, John Kerry, advertiu que o Conselho de Segurança adotará medidas caso Damasco não respeite seu compromisso na destruição do arsenal químico. “Se não cumprirem, haverá consequências”, disse Kerry após a aprovação do projeto russo-americano no Conselho de Segurança.
O chanceler francês, Laurent Fabius, comemorou o avanço diplomático afirmando que “finalmente o Conselho de Segurança merece seu nome”. Antes da votação na ONU, o Conselho Executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas havia aprovado o plano para a destruição do arsenal químico do regime sírio.
Um calendário mais detalhado da destruição dos locais de produção e armazenamento de armas químicas deve ser redigido pelo Conselho Executivo até 15 de novembro, segundo a nota da Opaq. De acordo com especialistas, a Síria teria mais de mil toneladas de armas químicas, sendo 300 toneladas de gás mostarda.
A Síria aceitou aderir à Convenção sobre a Proibição das Armas Químicas, no âmbito do acordo russo-americano negociado em Genebra, após um ataque com gás sarin em agosto, no subúrbio de Damasco. Nele, centenas de pessoas foram mortas. (AFP)



























