Depois que o STF decidiu que mandato majoritário pertence ao dono e não ao partido, o senador Paulo Paim (PT-RS) pode acelerar sua saída do PT e consequentemente da bancada que tem como líder o pernambucano Humberto Costa.
Paim votou contra as duas medidas provisórias do ajuste fiscal, desobedecendo à orientação do líder, e a favor da flexibilização do fator previdenciário por cuja derrota o governo trabalhou.
Ontem, após votar contra a orientação do governo, Paim admitiu tirar uma licença do PT em razão do confronto que travou com o Palácio do Planalto.
No entanto, como ele não corre mais risco de perder o mandato, caso se desligue do PT, a saída do partido não está descartada.
“Minha situação está ficando muito difícil. Vou esperar para ver como será a votação do fator previdenciário. Já é a terceira vez que o Congresso se posiciona sobre o tema, e eu sempre fui um defensor do fim (do fator)”, disse o senador.
Questionado sobre a hipótese da saída, ele disse o seguinte: “Uns falam em licença, outros falam em mudar logo. Mas é melhor dar tempo ao tempo. Eu fui cobrado por todos os partidos. Muitos falaram comigo sobre o que está acontecendo. Há o pessoal da Rede que conversou comigo. Várias pessoas”.

























