Países que deixaram de existir
Em meio século, dez nações desapareceram da lista de países do globo. Alguns se uniram a outras nações, enquanto outros se dividiram em pequenos Estados

Os processos de independência, a queda do Muro de Berlim, o final da Guerra Fria e os conflitos armados travados na segunda metade do século passado modificaram diversas fronteiras políticas pelo mundo. O site do jornal argentino Clarín reuniu em uma lista os países que deixaram de existir após todas essas transições. Alguns deles se uniram a Estados maiores, enquanto outros se dissolveram em nações menores. Confira:
Países que deixaram de existir nos últimos 50 anos
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República Árabe Unida
A República Árabe Unida foi uma união soberana entre Síria e Egito, consumada em 1958 e controlada pelo governo egípcio. O Iêmen também fez parte da nação por um curto período de tempo, mas preservava sua soberania e filiação à Organização das Nações Unidas (ONU). O mais importante protagonista da República Árabe foi o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser.
A união entre Síria e Egito foi planejada originalmente como um primeiro passo para a criação de um grande Estado árabe, mas enfrentou sérios problemas desde o início, basicamente por não conseguir organizar a divisão de poderes. Em setembro de 1961, um golpe militar sírio, ao qual Nasser não reagiu, colocou fim à união. O Egito seguiu usando o nome de República Árabe Unida até 1971.
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Tanganica e Zanzibar
Tanganica foi uma república do leste africano que se tornou independente do Grã-Bretanha em dezembro de 1961. Zanzibar, um arquipélago localizado na costa da atual Tanzânia, consumou sua independência dois anos e um dia depois. No entanto, logo uma revolução ganhou força na ilha, e acabou com o domínio mantido durante dois séculos pela minoria árabe e com a vida de milhares de índios e árabes. No início de 1964, o novo governo de Zanzibar negociou sua união com Tanganica. A união se efetivou em abril do mesmo ano, sob o nome de Tanzânia.
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República do Vietnã
Também conhecida como Vietnã do Sul, a República do Vietnã foi o Estado reconhecido internacionalmente que controlou a parte sul do atual país de 1954, quando o país foi dividido na Conferência de Genebra, até 1976, ao término da Guerra do Vietnã.
Após o golpe militar que oficializou a independência do sul, guerrilhas rebeldes, mais conhecidas por Vietcongs, iniciaram uma luta armada, que contava com o apoio do Vietnã do Norte, para reunificar o país sob um regime comunista. Apesar do apoio dos Estados Unidos à República do Vietnã, em abril de 1975 o exército da parte norte tomou o controle da capital Saigon, o Vietnã foi reunificado e a República Socialista proclamada em 24 de junho de 1975.
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Senegâmbia
Gâmbia é uma república extremamente instável, que consiste basicamente em um território ao redor do Rio Gâmbia, rodeado por todas as partes pelo Senegal. Os problemas políticos causados pela localização geográfica levaram aos governos de ambos os países a tentar uma união confederada para melhorar a segurança interna e as relações internacionais. Assim nasceu a Senegâmbia, em fevereiro de 1982.
A confederação, no entanto, não durou muito. A perda da soberania por parte de Gâmbia desagradou seus habitantes e a falta de cooperação entre as duas partes acarretou na perda de interesse de Gâmbia em concretizar a união. Em 1989, a Senegâmbia foi dissolvida pelo Senegal.
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Iêmen do Norte e Iêmen do Sul
Os dois Iêmen sempre tiveram intenções declaradas de se unificarem em algum momento. A República Árabe do Iêmen, mais conhecida como Iêmen do Norte, obteve sua independência após o fim do Império Otomano em 1918. A República Democrática e Popular do Iêmen (Iêmen do Sul) proclamou sua independência da Grã-Bretanha em 1967. Após um período de forte tensão nos anos 70 e 90, em 1988 chegaram a um acordo para a unificação que culminaria, em 1990, na fundação do atual Iêmen.
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República Democrática Alemã
Conhecida como Alemanha Oriental, a República Democrática Alemã (RDA) foi fundada em 1949, na zona de ocupação soviética na Alemanha após a II Guerra Mundial. Esta zona de ocupação incluía aproximadamente metade da cidade de Berlim, consagrada como a capital Berlim do Leste. Muros e cercas arame farpado separavam a RDA da República Federal da Alemanha, sua irmã ocidental. No histórico dia 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim foi derrubado por uma multidão, e imediatamente se colocou em progresso a reunificação da Alemanha.
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União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)
A dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em quinze repúblicas independentes foi um processo que começou em 1990, quando as Repúblicas Bálticas – Lituânia, Letônia e Estônia – iniciaram a recuperação de sua independência. Em agosto de 1991, um golpe de estado por parte da ala mais dura do Partido Comunista, oposta às políticas de Mikhail Gorbachev para aceleração industrial e econômica na URSS, provocou a saída da maior parte dos membros da União Soviética e a dissolução da autoridade do Partido. Nos meses seguintes, os membros da URSS passaram a anunciar sua independência, contribuindo para a decadência do império soviético.
No dia de natal de 1991, em cerimônia transmitida para o mundo inteiro, Gorbatchov anuncia oficialmente o fim da URSS e renuncia à Presidência do país. A dissolução oficial da URSS aconteceu em 31 de dezembro de 1991, após 69 anos de existência. A Federação Russa ficou conhecida como sua sucessora, pois ficou com mais da metade do antigo território soviético, além da maioria do seu parque industrial e militar.
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Iugoslávia
Fundada em 1918, após a I Guerra Mundial, a Iugoslávia era formada por uma federação de repúblicas (Sérvia, Montenegro, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina e Macedônia) e por regiões autônomas (Voivodina e Kosovo). Transformou-se em uma república socialista no final da II Guerra, em 1964.
As tensões internas, provocadas pelo crescente nacionalismo, se estenderam até a morte de Tito, o fundador do país, em 1980. Em 1991 se iniciou a guerra pela independência das repúblicas. Iugoslávia, então composta por Sérvia e Montenegro e pela região do Kosovo, lutava para manter o controle das recém declaradas independentes Eslovênia, Croácia e Bósnia. A Macedônia conquistou sua independência sem derramamento de sangue.
A Eslovênia demorou somente dez dias para ganhar sua guerra, enquanto a Croácia, e principalmente a Bósnia, permaneceram por três anos nessa sangrenta batalha. Da dissolução da Iugoslávia se formaram oficialmente cinco estados: Eslovênia, Croácia, Bósnia, Macedônia e a Federação de Sérvia e Montenegro. O Kosovo ainda não teve sua independência reconhecida pela Sérvia.
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Sérvia e Montenegro
Em 1992, em meio às guerras iugoslavas, se fundou a República Federal de Iugoslávia, sucessora da Iugoslávia original e composta unicamente por Sérvia e Montenegro. Em 2003, devido às fortes tensões entre as duas partes que formavam a República, o nome da federação foi alterado para União Estatal de Sérvia e Montenegro, e as políticas comuns se reduziram a defesa e política exterior. Em maio de 2006 um referendo aprovou com 55% dos votos a independência de Montenegro, e por consequência, a dissolução definitiva da Iugoslávia.
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Checoslováquia
A Checoslováquia foi um estado da Europa Central entre 1918 e 1992, criada após a I Guerra Mundial e o desaparecimento do Império Austro-Húngaro. Em 1989, viveu uma revolução cívica contra o comunismo no país. Em 1992, diante da grande diversidade étnica que sempre esteve presente na região, o parlamento eslovaco declarou independência do país, que se efetivou no primeiro dia de 1993, e resultou na criação de duas novas nações, a Eslováquia e a República Checa.
Fonte: Veja

























