O ex-presidente Lula vai depor na Polícia Federal como “testemunha”, o que significa dizer que não poderá faltar com a verdade
A autorização dada à Polícia Federal pelo ministro Teori Zavaski para que o ex-presidente Lula preste depoimento, como testemunha, no âmbito da Operação Lava Jato, pode mudar o curso das investigações. Há muitas denúncias contra ele – como a que foi feita pelo ex-deputado Pedro Corrêa (PE) – de que teria sido o articulador das comissões pagas a partidos com dinheiro desviado da Petrobras -, mas falta uma prova concreta para incriminá-lo. O pedido de investigação foi solicitado por um delegado da Polícia Federal para saber se o ex-presidente teria sido beneficiário ou não do desvio de recursos da estatal. Se ele (Lula) cair em alguma contradição ou mesmo faltar com a verdade diante dos questionamentos que lhe forem feitos, estará abrindo caminho para que as investigações sejam aprofundadas. E aí das duas uma: ou sai do processo com um atestado de idoneidade ou passará também à condição de investigado.
























