Segundo Thales Ramalho, PMDB incorporou ao longo dos anos de nazistas a comunistas

O PMDB decidiu ontem abolir o “P” de partido político, deixando apenas a sigla de três letras (MDB) dos tempos de sua fundação (1966). É um retorno ao seu passado, quando abrigou em seus quadros durante mais de uma década todas as forças políticas que se opunham ao governo militar. Parafraseando Thales Ramalho, de saudosa memória, que foi secretário geral do partido durante vários anos, o MDB ao longo do tempo incorporou de “nazistas” a “comunistas” em torno de sua única e importante bandeira: a luta pela redemocratização do país. E foi pela luta dos seus membros que o Brasil conquistou a anistia em 1979, a revogação dos atos institucionais, as eleições diretas para prefeitos de capitais e os governos dos estados, a Assembleia Nacional Constituinte e a eleição direta para presidente da República. Era um tempo em que o PMDB tinha em seus quadros Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Thales Ramalho, Marcos Freire, Pedro Simon, Fernando Lyra, Itamar Franco, Waldir Pires, Miguel Arraes, Teotônio Vilela, Renato Archer e outros mais. Agora, para livrar-se do “P” de partido, o senador e presidente nacional da legenda, Romero Jucá, resolveu trocar-lhe o nome. Muda-se a capa, porém o conteúdo permanece o mesmo e sem nada que lembre, ainda que remotamente, os tempos gloriosos em que o partido era comandado por Ulysses Guimarães.


























