Polícia quer esclarecer dinâmica dos tiros na mansão de Mário Gouveia
Por Raphael Guerra

O Instituto de Criminalística de Pernambuco pretende fazer uma perícia balística para esclarecer a dinâmica dos tiros disparados na mansão do empresário Mário Cavalcanti Gouveia Filho, de 79 anos, assassinado há seis dias. Há muitas dúvidas sobre os fatos relatados pelas testemunhas. O problema é que a residência já teria sido lavada e os móveis reorganizados um dia após o crime, o que dificulta o trabalho da perícia e pode prejudicar o resultado final do laudo.
Fontes da polícia, ouvidas pelo Ronda JC, relatam que os familiares tiveram autorização do núcleo de perícia do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) para limparem a mansão. No entanto, a autorização só poderia ser dada após a realização de todas as perícias previstas.
O crime aconteceu na madrugada da última terça-feira (23), na Estrada de Aldeia, em Paudalho. Cerca de 15 homens encapuzados e fortemente armados invadiram a mansão, renderam funcionários e familiares da vítima. O empresário reagiu e teria trocado tiros por cerca de dez minutos com os criminosos. Ferido, Gouveia ainda teria sido socorrido de helicóptero pelo piloto que morava no local, mas não resistiu.
Investigação da Polícia Civil apontou que o crime teria sido planejado por cerca de 30 dias. O objetivo era roubar as armas guardadas na mansão. Mas também não está descartada a possibilidade de interesse pessoal no assassinato do empresário, dono do Parque Águas Finas.
Quatro suspeitos de participação no crime já estão no Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Cícero Romão Henrique da Silva, Luciano Josuel de Santana, Leonardo Nascimento Silva e Rodrigo Gomes da Silva tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

























