Programa de Catequese e Civilização dos Índios no imperio brasileiro

No Segundo Reinado foi instituída a política indigenista do Programa de Catequese e Civilização dos Índios, uma promulgação assinada pelo Imperador Pedro II que tinha por objetivo o aldeamento dos índios do Brasil ao colocá-los colônias agrícolas onde eles teriam contato com missionários franciscanos que os educariam para a civilidade, enquanto trabalhariam em funções rurais, como plantar e colher.
Os aldeamentos eram colônias agrícolas com a finalidade de atrair populações indígenas e transformá-las em trabalhadores rurais. A coroa estava preocupada em ampliar o controle sobre o território nacional, angariar trabalhadores para o cultivo de café e borracha, além de construir estradas para interligar regiões afastadas.
Para atender a esses interesses, o imperador Pedro II assinou um decreto que permitia a vinda de missionários da Ordem Menor dos Capuchinhos da Itália para organizar e administrar os aldeamentos indígenas.
Por meio do trabalho dos missionários que eram contratados como funcionários do Império, pretendia-se que os índios fossem catequizados e, mais tarde, se juntassem aos imigrantes europeus que chegavam ao Brasil e se estabeleciam em colônias.
Além disso, ao incentivar que os índios deixassem suas terras e se deslocassem até a região dos aldeamentos, o governo esperava que as áreas indígenas pudessem ser ocupadas por fazendeiros e trabalhadores imigrantes. Alguns líderes de aldeias indígenas recebiam títulos militares e eram convocados para lutar em conflitos, entre eles a Guerra do Paraguai. Além do cultivo de mantimentos, os índios também eram chamados a trabalhar na construção de estradas, recebendo salários”.
Fonte: Terra de índio: Imagens em aldeamentos do Império. Marta Amoroso./ Terra de índio: Imagens em aldeamentos do Império

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