Projeto leva conscientização sobre prevenção da raiva para escolas públicas

Gestores e diretores podem entrar em contato para levar o “Hub Raiva Zero” para suas escolas

Um projeto da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o “Hub Raiva Zero”, está levando conscientização sobre a raiva animal para escolas públicas. A partir do dia 28 de maio, a ação será realizada por uma semana no Hospital Veterinário da UFRPE. Após essa abertura, escolas podem entrar em contato com o projeto para receber uma edição dentro do ambiente escolar.

Na UFRPE, a ação tem o propósito de reforçar alerta e ações de conscientização sobre a raiva para a população. A equipe estará orientando tutores de pets e todo o público presente na instituição sobre a raiva e como preveni-la. Para isso, serão utilizados jogos e atividades divertidas para os participantes.

Para levar este alerta às comunidades, o Hub Raiva Zero aposta no aprendizado ativo, com oficinas de jogos para as crianças. “A criança vira multiplicadora do conhecimento. Ela entende a gravidade da doença e vai levar para casa o que aprendeu nos jogos e cobra dos pais a vacina dos pets”, explica a proposta do projeto.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) por meio do Edital Helen Khoury, que apoia ações de popularização da ciência e educação em saúde no estado.

A coordenação é realizada por José Wilton Pinheiro Junior e Rita de Cassia Maia, docentes da área de Medicina Veterinária Preventiva, Laboratório de Virologia Animal (LAVIAN), do Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE.

Raiva
A raiva é uma doença viral grave, transmitida principalmente por mordida ou arranhão de animais mamíferos infectados, como os cães, gatos e, principalmente, os morcegos. Ela ataca o sistema nervoso central e, uma vez manifestados os sintomas, leva à morte em praticamente 100% dos casos. Apesar disso, a doença pode ser totalmente evitada com vacinação e cuidados simples.

No Piauí, município de Oeiras, um jovem de 17 anos veio a óbito após ter sido mordido também por um sagui. O caso, investigado como raiva humana, ocorreu no início do mês de abril deste ano.

Esses episódios demonstram a importância da prevenção da doença. Devido à letalidade, é preciso atenção a qualquer caso de raiva humana. Infelizmente, uma vez instalados os sinais clínicos, a sobrevivência do paciente é improvável.

Por isso, aderir às campanhas de vacinação de cães e gatos e procurar atendimento médico imediato em caso de mordida ou arranhadura por cães, gatos ou animais mamíferos silvestres.

 

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