Promotores formam força-tarefa para tentar elucidar caso Beatriz

Da Redação

O crime de Beatriz Angélica Mota que chocou o Vale do São Francisco e gerou diversas manifestações de moradores de Petrolina e Juazeiro, continua sem elucidação. No entanto, uma nova prova vem ajudando nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. Um vídeo amador que mostra a parte interna da quadra do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora revela a presença de outro desconhecido próximo ao bebedouro onde ela foi vista pela última vez.

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Foto/divulgação: Grande Rio FM

Beatriz Angélica Mota, de sete anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro das dependências do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina, e até o momento, o inquérito não foi concluído com a punição dos envolvidos no crime. Durante coletiva realizada na manhã de ontem (16), no Ministério Público de Pernambuco foi anunciando a instauração de um grupo com seis Promotores de Justiça para analisar as provas do crime colhidas pela Polícia Judiciária do caso Beatriz.

Sob o comando do Procurador-Geral de Justiça, Carlos Augusto Guerra de Holanda, os Promotores Carlan Carlo da Silva, Ana Rubia Torres, Julio Cesar Soares Lira, Lauriney Reis Lopes, Bruno de Brito Veiga e Rosane Moreira Cavalcanti, asseguram que o grupo de trabalho dará, a partir de agora, uma assistência 24h as investigações com o objetivo de elucidar o crime.

 “Estamos juntos para que possamos fazer um trabalho com os demais órgãos de investigação com o intuito de esclarecer a autoria desses fatos criminoso que vitimou a menor Beatriz. O grupo de trabalho se faz necessário para que o MPPE possa dar uma assistência 24h, para que a qualquer momento o colega esteja sabendo da situação e tendo conhecimento dos fatos. A investigação tem hora para começar não tem hora para acabar, pode ser concluída a qualquer momento, com um simples detalhe um crime pode ser elucidado, mesmo aquele que aparentemente de difícil elucidação”, disse Guerra.  

Segundo o Promotor Julio César, o primeiro passo do grupo é conhecer as provas até então produzida pelo delegado da Polícia Civil Marcione Ferreira responsável pelas investigações do caso Beatriz e que conduz o inquérito; em seguida ouvir os pais de Beatriz Lucia Mota e Sandro Romilton e o por último realizar uma reunião com o setor de investigação da Polícia Judiciária, os pais de Beatriz, e os demais órgãos de segurança que acompanham o caso. “Este crime não ficará impune, vamos nos apoderar da prova até então produzida para que as seis cabeças [Promotores de Justiça] possam analisar”, disse César.

Ele também ressaltou que a investigação é da Polícia Judiciária e ela está no caminho certo. “Não cabe nem a Polícia e nem ao MP está informando a imprensa, já que o processo de investigação corre sob segredo de Justiça. O grupo de trabalho vai se dispor a participar de todos os fatos da Polícia Judiciária com o objetivo de desvendar o crime e sustentar as provas em Juízo. Vamos defender as provas das autorias reveladas e respaldar as provas contra os criminosos, evitando a não impunidade”.

Por último ele justificou que não houve demora na formação do grupo seis meses após o crime. “Estamos fazendo de forma bastante célere é dar encaminhamento a um grupo que foi formado no último sábado (11), então, a atuação do grupo está sendo imediata, diante da importância que o caso requer e é bom que se diga que a Polícia Judiciária, em quem nós temos confiança, pelo trabalho até então realizado, o MP é receptor das provas conduzidas pelo delegado de Polícia”, esclareceu.

De acordo com o pai de Bia, Sandro Romilton Ferreira, ainda há formandos que ainda não disponibilizaram fotos e vídeos do dia do evento em que Beatriz foi morta. Ele reforça, que as vezes, as pessoas que estão de posse do material, pode não ver o que os peritos procuram.

“A gente soube que pouca gente tem contribuído nesse sentido. Por mais simbólico que seja aquela imagem, aquele vídeo, mostre para o profissional, ele tem um olhar diferenciado. Recentemente recebemos um desses vídeos, foi revelador e nós achamos que outros virão” pede.

Sandro assegura que o sigilo existe, mas que se preferirem, podem entregar o material a eles. “Ontem eu recebi uma lista extensa de formando que ainda não contribuíram de modo algum com as investigações policiais, chega ao ponto da gente pedir aos pais para tentar convencer alguns desses jovens a disponibiliza esse material. A gente apela, continua apelando e não vamos parar, e se for possível ir de casa em casa. Nós vamos tentar conseguir uma prova substancial que realmente conclua todo esse nosso sofrimento” concluiu.

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