Suíços rejeitam fim do serviço militar e anunciam proibição do véu no país

Pela terceira vez em quase 25 anos, a neutra Suíça escolheu, com grande maioria de votos, manter seu serviço militar obrigatório.
Eleitores em todos os 26 Estados rejeitaram, com 73% dos votos, o fim do serviço, de acordo com informações da emissora pública do país. A votação foi realizada neste domingo (22).
“É um sim para o Exército e para mais segurança “, afirmou o presidente suíço Ueli Maurer, que é também o ministro da Defesa , em entrevista coletiva.
Entretanto, quase dois terços dos eleitores da região de Ticino, onde o idioma predominante é o italiano, aprovaram uma medida que proíbe o uso de véus que cubram todo o rosto em áreas públicas, sem mencionar especificamente os muçulmanos .
A proibição foi condenada pelo Conselho Islâmico Suíço e pela Anistia Internacional, que chamou o ato de uma vitória do medo sobre a razão e o respeito.
Cerca de 400 mil muçulmanos vivem na Suíça, o que representa 5 por cento da população de 8 milhões de pessoas. Muitos deles vieram dos Balcãs e da África do Norte.
Em 2009 , o país atraiu críticas generalizadas quando, por meio de votação, proibiu a construção de novos minaretes nas mesquitas.
Os eleitores suíços têm uma estreita ligação com os militares A população, formada por uma maioria de agricultores, relojoeiros e banqueiros passam por uma formação básica que dura de 18 a 21 semanas. Depois, guardam seus uniformes e armas em casa para estarem prontos para uma rápida mobilização em caso de necessidade.
A constituição suíça exige que todo cidadão do sexo masculino fisicamente capaz de servir se apresente ao completar 18 anos. As mulheres podem servir voluntariamente. A cada ano, cerca de 20 mil soldados passam pelo treinamento.
Críticos de esquerda e lideranças humanitárias defendem que o gasto com os militares é elevado e que o término da Guerra Fria eliminou as necessidades de manter aviões, tanques e artilharia. (Associated Press)



























