Tarcísio amplia terceirização e raposas passam a tomar conta do galinheiro em São Paulo
Empresas ligadas às concessionárias de serviços públicos passam a fornecer funcionários para o órgão regulador

Documentos recentemente entregues ao Ministério Público revelam que terceirizados estão envolvidos em diversas atividades essenciais, desde a fiscalização de lotes de concessão até a representação da Artesp em negociações com a Promotoria. Essa situação, além de ilegal, pois a legislação proíbe terceirizados em atividade-fim da administração pública, sugere uma perigosa captura regulatória, onde o fiscalizador pode estar a serviço dos fiscalizados.
A expansão dos poderes da Artesp para abarcar também o transporte metroferroviário e os ônibus intermunicipais, conforme planeja a gestão Tarcísio, apenas aumenta as preocupações de que o modelo de terceirização possa se espalhar para outras áreas críticas. Especialistas consultados pelo jornal, como Gustavo Justino de Oliveira, destacam que a integridade da atividade regulatória está em risco, comprometendo a independência necessária para a aplicação imparcial das sanções e fiscalizações.
Apesar das negativas por parte da Artesp e das empresas envolvidas, a realidade descrita nos relatórios do Tribunal de Contas do Estado e nos documentos do Ministério Público pinta um quadro de gestão comprometida, onde as “raposas” parecem, de fato, estar cuidando do “galinheiro”. Tarcisio pretende se colocar como candidato à presidência da República, defendendo a privatização desenfreada. Num dos negócios, a Sabesp passará a ser controlada pelo grupo Equatorial, ligado ao capital financeiro nacional e internacional.
























