Taxistas clandestinos continuam atuando no aeroporto de Salvador
Sem medo de fiscalização, taxistas clandestinos atuam livremente no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, disputando clientes com os taxistas legalizados. Os clandestinos abordam os passageiros dentro do saguão, oferecendo os serviços como se fossem credenciados.
“Frequentemente, esses motoristas atuam aqui, sem identificação. Alguns fiscais da Transalvador fazem vista grossa e avisam que se clandestino continuar, será notificado. Mas quase sempre nada fazem”, informou um taxista credenciado que preferiu não se identificar. Ainda de acordo com ele, um órgão joga a responsabilidade para o outro. “A Getax diz que a responsabilidade é da Transalvador, a Transalvador diz que é da Polícia Militar, a Polícia Militar diz que é da Infraero, e com isso nós perdemos nossas corridas”, desabafou.
Segundo informações do taxista Ramon Pacheco, os clandestinos abordam o passageiro ainda dentro do saguão, levando-o para o estacionamento, onde guarda o carro particular. “Alguns clientes, quando chegam ao estacionamento e percebem que o carro é particular, acabam voltando. Outros seguem viagem. Os clandestinos ficam em nossa área. É injusto”, reclama Ramon.

Um fiscal que organiza os táxis credenciados que atuam no aeroporto da capital baiana informou que os taxistas clandestinos brigam por clientes com os taxistas credenciados.
“Eles nem deviam ser chamados de taxistas clandestinos, porque eles não são taxistas. Na maioria das vezes, enquanto o taxista credenciado conversa com o cliente, fornecendo algumas informações, os clandestinos ficam atrás fazendo sinais para o cliente, levando-o a entender que, com eles, a corrida sairá mais barata. Mas as corridas deles sempre são mais caras”, disse.
Alguns passageiros, por estarem com pressa, não se preocupam com a segurança e aceitam os serviços do primeiro motorista que o aborda. Outros, como o paulista Felipe Gorra, 26, não abrem mão da proteção. “Por questão de segurança, sempre procuro os agentes que estão com coletes, para me direcionarem aos taxistas legais”, ratifica Felipe.
A nossa equipe de reportagem não visualizou nenhum agente da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) fazendo a fiscalização no local, na tarde de ontem. Até o fechamento dessa matéria, não houve sucesso no contato com a Infraero. (Tribuna)


























