UFPE sofre com uma estrutura precária no campus

Estudar em uma universidade pública é o sonho da maior parte dos jovens que prestam vestibular no País. Mas, ao ingressar nessas instituições, muitos se deparam com estruturas que não condizem com a qualidade de ensino oferecida. No Estado, por exemplo, os alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) convivem com salas de aula que têm infiltrações e aparelhos de ar-condicionado quebrados, equipamentos laboratoriais antigos e banheiros mal-conservados. Tudo isso para se graduar em uma universidade classificada como boa/ótima pelo Índice Geral de Cursos (ICG) do Ministério da Educação (MEC) e que é uma das dez melhores do Brasil, ocupando o topo da lista no Norte/Nordeste.

Entre os critérios avaliados para chegar a essas conclusões, no entanto, não constavam as condições físicas. Por isso, os problemas estruturais ficaram à margem do ranking. Prova disso é que, no câmpus Recife, na Cidade Universitária, Zona Oeste, as falhas não são exclusividade de um ou outro centro acadêmico e afetam até os alunos dos cursos com as maiores médias do Estado nas avaliações federais.

O Centro de Artes e Comunicação (CAC), por exemplo, abriga o curso mais bem avaliado pelo MEC a publicidade e propaganda, que teve nota de 4,21 em uma escala de 1 a 5 a, mesmo assim convive com falhas estruturais como aparelhos de ar condicionados defeituosos e banheiros com portas e vasos quebrados. Os estudantes ainda reclamam de quedas de energia constantes. “Em uma semana, faltou luz duas vezes. Como não há gerador, tivemos que ter aula no calor por causa da prova, mas ninguém conseguiu se concentrar”, revelou a estudante Rhayane Gomes, 21 anos.

No Centro de Ciências da Saúde (CCS), onde é lecionado o curso mais concorrido no vestibular da instituição – medicina -, é a estrutura mal-conservada que incomoda os estudantes. Sem cuidados, as paredes estão deterioradas, com rachaduras, infiltrações e falta de iluminação. A umidade se repete no CAC. Em dezembro, uma poça chegou a se formar em uma sala de aula. Em outra, até um pedaço do teto caiu.  (Marina Barbosa/Jornal do Commercio)

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