Depois de ser vaiado em evento, vereador volta a fazer críticas aos Direitos Humanos na Tribuna da Câmara
Da Redação
O vereador Aníbal Pereira de Araujo (PTC) foi vaiado na conferência da última quarta-feira (16) por ter se manifestado durante a sessão da última segunda-feira (14) quando usou a tribuna e fez algumas colocações desconsiderando o papel dos direitos humanos no pais, inclusive com relação à morte de policiais e etc.

Uma nota de repúdio contra o mesmo foi veiculada na imprensa (veja abaixo) fazendo fortes criticas contra o edil. “Esse discurso de ódio e repressão vai contra a Defesa dos Direitos Humanos, e conseqüentemente, a violação de direitos dos Grupos Historicamente vulneráveis como de mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência, religiões de matrizes africanas, população LGBT, entre outros, que têm seus direitos civis, políticos e humanos violados. É inadmissível que situações como esta ocorram na casa do povo, principalmente por integrantes de instituições públicas que têm em sua função representar o povo, a sociedade e defender, sobretudo seus direitos. As defesas desses direitos são violadas por posicionamentos como este, que inviabilizam e fragilizam os Direitos Humanos. Gostaríamos de informar a Vossa Excelência o nobre vereador Aníbal Araújo que os Direitos Humanos são inerentes a qualquer ser humano independente de sua raça, religião, classe social, identidade de gênero, orientação sexual – princípio da universalidade. Independentemente de estarem livres ou em privação de liberdade. Inclusive o referido vereador, se algum dia tiver seus direitos violados” expressava a nota.

Durante a sessão de ontem (21), o assunto voltou a ser comentando e o vereador Florêncio Galdino (PDT) decidiu ocupar a tribuna e foi solidário ao colega Aníbal e ainda decidiu jogar mais lenha na fogueira criticando os direitos humanos.
“Fiquei muito feliz esses dias por entender que as discussões desta casa têm ultrapassado o muro da câmara e essa discussão tem sido também destaque no facebook e na imprensa, isso é muito salutar para esta casa e indica que a população vem acompanhando o nosso trabalho. Gostaria de dizer que nem eu e nem o vereador Aníbal fomos contra a instalação ou manutenção de qualquer conselho, outra coisa, quem fez essa carta de repudio é para me incluir também, essa gente não é dona da verdade e que as questões políticas e ideológicas não podem ocupar o campo da decisão da sociedade. O que acontece com os policiais no Brasil é realmente uma coisa extraordinária, mais de 100 policias já morreram e eu não ouvir uma atitude da sociedade civil e do próprio conselho dos direitos humanos em defesa dos policiais. Nesta nota se falaram muitas bobagens, a exemplo, questões homofóbicas, deficientes e raciais, nada disso se comentou aqui. 60 policiais que morreram eram negros e eu não vi nenhuma manifestação em defesas destes pretos, pobre e que moram em periferia”.
Ele ainda disse ‘que hoje em dia descobriram o politicamente correto’. “Não tem mais quem agüente esse politicamente correto, temos que trabalhar em prol da associação com objetivos sinceros e certos, portanto repito mais uma vez que nem eu e nem o vereador Aníbal somos contra a criação de qualquer conselho que venha em defesa da pessoa humana. Acho que temos que rever os nossos conceitos e a sociedade brasileira tem que saber o que ela quer, são fundamentais que se fortaleçam os conselhos humanos de defesas, só pedimos que incluíssem os policiais como seres humanos também”.
Por sua vez, o vereador Aníbal ocupou a tribuna para criticar a imprensa e ainda voltou a criticar os direitos humanos demonstrando enfurecido com as criticas chegando a bater violentamente na tribuna cheio de emoção indo às lagrimas e sendo consolado pelos colegas.
“Pela 1° vez que venho a esse ponto que aqui estou falar a verdade e o que sinto, quero dizer a todos que não sou contra aos direitos humanos. Agradeço a todos por ser ovacionado na cidade de Juazeiro pelo meu discurso que fiz aqui, não sou homofóbico, nem contra negros e negras e nem um tipo de deficiente e venho repudiar o forjado que fizeram na conferência de saúde, não posso falar com os meus sentimentos que o povo me deu, alguns se dizem partidárias e falo com esse tom, eu nunca vir esses 15 anos nenhum direitos humanos ir a casas dos policiais. Sou um vereador honrado nesta cidade, eu não tenho medo de fazer discurso aqui, é um sentimento de um policial que foi vítima, eu tenho 5 dias sem dormir por conta que precisava dar esta resposta, eu não vou recuar, querem destruir meu nome, fui ovacionado pelo povo e sou a favor que os direitos humanos sejam iguais para todos, fizeram uma aberração comigo. Colocaram uma nota dizendo que eu era repressivo, isso não procede, eu vou continuar firme e forte ao lado do povo. Eu não agüento mais, o que foi que eu fiz”, terminou o seu discurso em lágrimas.
























