Arquive-se “caixa dois” e vamos olhar para o futuro

O tema “caixa dois” deve ser tirado de pauta para que a agenda de Bolsonaro seja conhecida

“Caixa dois” sempre existiu no Brasil desde que eleição é eleição. Funcionava mais ou menos como o jogo do bicho, que é contravenção penal mas nem por isso o povão deixou de jogar. O “caixa dois” é dinheiro não contabilizado, para usar uma expressão de Delúbio Soares, e o partido que disser que nunca fez uso dessa prática está mentindo. Empresários doavam “por fora” porque não queriam que seus nomes fossem expostos e os partidos ocultavam os doadores porque não tinham interesse em tornar público suas identidades. Agora, que há um presidente eleito querendo olhar para o futuro, o Congresso Nacional deveria celebrar um acordo para anistiar logo os beneficiários de “caixa dois”, de 2016 para trás.

Ou será que vamos ficar eternamente discutindo se Serra, Alckmin, Humberto Costa, Michel Temer, Gilberto Kassab, Ônix Lorenzoni e outros mais receberam dinheiro de empreiteiras para suas campanhas e não prestaram contas à Justiça Eleitoral? Este assunto já saturou o povo brasileiro, que está muito mais interessado, presume-se, em conhecer as primeiras medidas do governo Bolsonaro para tirar o país da crise, e por isso deve ser retirado de pauta imediatamente. É chegada a hora de o Brasil debruçar-se sobre outra agenda porque essa não constrói absolutamente nada. “Caixa dois” é coisa do passado, e se tiver que se manter em pauta, que seja a partir de 2020. (Inaldo Sampaio)

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