A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a “Operação Vidas Secas” que apura a suspeita do desvio de R$ 200 milhões das obras de transposição das águas do rio São Francisco.
Entre os que foram detidos para prestar esclarecimentos estão o presidente da OAS, Elmar Varjão, e Mário de Queiroz Galvão, da empresa Galvão Engenharia.
A investigação teve início há vários meses e teve como foco dois dos 14 lotes das obras da transposição.
Os dois suspeitos são acusados de superfaturar a obra do trecho da transposição que vai de Custódia, no sertão de Pernambuco até a cidade de Monteiro, na Paraíba.
Conduzida pela Polícia Federal, no Recife, a operação apura suspeita de superfaturamento num contrato de R$ 680 milhões entre o Ministério da Integração Nacional e o consórcio formado pelas empresas OAS, Galvão Engenharia, Barbosa Mello e Coesa.
A Polícia Federal apurou indícios de que essas empresas teriam repassado aproximadamente R$ 200 milhões para empresas de fachada dos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad, ambos já condenados na Operação Lava Jato.
A PF entrou na jogada com base em informações levantadas pelo TCU e a Controladoria-Geral da União. Ao todo, cerca de 150 policiais federais cumpriram 32 mandados, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão temporária nos Estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e em Brasília.
A PF já tem informações sobre os “núcleos” administrativo e financeiro do esquema e está tentando descobrir agora quem fazia parte do “núcleo político”.



























