Municípios assinam protocolo de consórcio de saúde

Anderson Sotero

  • Rui Costa, governador: 'Será lugar de exame especializado, consulta especializada' - Foto: Manu Dias l GovBA

    Rui Costa, governador: ‘Será lugar de exame especializado, consulta especializada’

Prefeitos de nove municípios baianos do entorno de Paulo Afonso (a 500 km da capital) assinaram nesta quarta-feira, 23, na Governadoria (Centro Administrativo), protocolo para formação de consórcio de saúde com o estado.

O objetivo principal é a construção de uma policlínica para atender 2,5 mil pacientes por mês, com investimento de R$ 17 milhões. A unidade será instalada, por decisão dos municípios, em Paulo Afonso, atendendo  250 mil habitantes da região – que inclui Chorrochó, Glória, Jeremoabo, Macururé, Rodelas, Santa Brígida, Abaré e Pedro Alexandre.

De acordo com o subsecretário estadual de Saúde em exercício, Carlos Emanuel Melo, a policlínica  visa preencher uma lacuna existente entre a atenção básica e atendimentos de média e alta complexidades.

Cronograma

Após a assinatura do protocolo de intenções, é constituída uma assembleia com os municípios participantes para a criação de um cronograma para implementação das policlínicas. É o próprio consórcio, diante das demandas das cidades, que decide as especialidades médicas a serem ofertadas.

Segundo o governador Rui Costa, o atendimento nas policlínicas será restrito a moradores das cidades que integram o consórcio. Os pacientes serão regulados pelo posto de saúde e encaminhados às unidade.

“Será lugar de  exame especializado, consulta especializada. Quero tudo de forma eletrônica:  a pessoa já sai do posto com o procedimento impresso. O médico vai entrar no sistema e marcar uma tomografia, uma ressonância, e o paciente já sai de lá sabendo tudo”, ressaltou o governador.

Ele disse que a previsão é que as policlínicas estejam em funcionamento a partir do início de 2017: “Já fiz topografia e sondagem em dois dos terrenos. Faltam mais dois. Concluindo esses dois, vamos soltar as licitações em janeiro (de 2016), e a sequência não depende só de mim, mas também do andamento da burocracia dos outros prefeitos. Espero que as empresas concluam até dezembro as obras para que até janeiro, fevereiro de 2017 esteja funcionando”.

Conforme Costa, o consórcio começa a funcionar antes da construção das policlínicas. “Há cidades com laboratórios centrais (Lacen) que o estado construiu. Em Paulo Afonso tem,  exames são feitos lá, só que quem arca é Paulo Afonso. A ideia é que o Lacen vá para o consórcio, que vai administrar, contratar as pessoas e ratear as despesas. Queremos que o consórcio agregue tudo que for serviço regional”.

Também foi assinada nesta quarta a autorização de financiamento de R$ 53 milhões para obras de pavimentação e drenagem em Dias D’Ávila, Coribe, Carinhanha, Jeremoabo, Catu, Ibirapuã, Nova Viçosa, Sátiro Dias e Riachão do Jacuípe.

Custo para manter policlínicas será dividido

O custo do funcionamento das policlínicas será rateado entre os municípios (60%) e o estado (40%). Entre as prefeituras, o valor será dividido proporcionalmente ao número de habitantes.

Para o prefeito de Rodelas, Emanuel Ferreira, a situação da saúde pública na cidade “é difícil”. Diante da inexistência ou de quantidade insuficiente de serviços médicos, os moradores se deslocam para Juazeiro, que fica longe 280 km, ou para a capital, distante 540 km.

Para o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, escolhido para presidir o consórcio, os moradores chegam a ir para Sergipe. “Vai ser um grande ganho. As pessoas, que às vezes precisam pegar a estrada, terão mais conforto e segurança com serviços de saúde próximos a onde moram. Isso faz toda a diferença”, disse. (A Tarde)

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