Discursos acalorados marcam abertura dos trabalhos na Câmara de Uauá
Ação Popular
O que deveria ser uma solenidade de abertura dos trabalhos legislativo do ano 2016 na Câmara de Vereadores de Uauá, Bahia, dando boas vindas, terminou o evento sendo transformado numa arena de discursos acalorados mediante o ano político eleitoral.

No embate entre oposição e situação, deu-se para observar através do termômetro que muitos embates irão acontecer. De um lado a oposição cobra conclusão de obras e projetos, do outro, a situação apresenta suas conclusões com cronogramas de obras a serem entregues nos próximos dias, e ainda, cobrando dos governos estadual e federal suas obrigações para com o município.
Jerônimo de Oséas (sem partido)
O primeiro edil a fazer uso da palavra foi Jerônimo de Oséas (?) quando deu boas vindas a todos. “Esperamos que neste ano possamos corrigir algumas falhas do legislativo para que possamos encerrar o ano com sucesso (…) Eu quero que o povo de Uauá julgue o meu mandato até o último dia, e Graças a Deus eu nunca baixei a cabeça para as dificuldades, porque é através das dificuldades que resolvemos os problemas”. Oséas assegurou que todas as obras que estão paralisadas serão concluídas. “Isso, serão mesmo! Nos próximos dias estaremos levando uma ambulância para a comunidade do caldeirão do Almeida. Nos próximos dias estará sendo liberado recursos para recuperação da barragem de Carro Quebrado. Quando se faz critica é normal, mas o pior cego é aquele que vê e faz de conta que não enxerga diante de muitas coisas que foram realizadas em nosso município”, disparou.
Gugu
O vereador Deusdete Ferreira de Souza, o popular Gugu (PP) cobrou do executivo a conclusão de algumas obras que estão paralisadas. “Este é o ultimo de todos nós nesta casa, e também do Senhor Prefeito. Gostaria de saber como anda as obras que estão aí paralisadas. Estamos no último do mandato do prefeito e esperamos que elas sejam concluídas”.
Miroval Ribeiro (PT)
“A população do município está feliz diante dos desafios que passamos durante o ano de 215 por conta da falta de chuva. Com a caída delas neste ano trouxe algumas consequências, mas as vantagens foram maiores (…) Eu vejo a chuva como uma benção divina (…) Este ano temos que fazer com que o projeto de saneamento básico seja cumprido. A Campanha da Fraternidade deste anos, promovida pela CNBB, abraçou esta causa e espero que aqui este projeto seja realizado (…) Espero que os problemas enfrentados na educação e saúde durante o ano de 2015 sejam superados no ano de 2016 (…) Espero que as obras inciadas sejam concluídas”.
Vereador José Carlos, o popular Carlinhos de Moisés (PSL)
Carlinhos criticou a conservação das estradas vicinais. “Por consequências das chuvas as estradas ficaram danificadas (…) A via de acesso a localidade de Pedra Grande ficou em péssimas condições, coloram pedras, mas se der outra chuva vai ficar do mesmo jeito. É bom que se faça um serviço duradouro”.
Emerson Morais (PSD)
O vereador deu um puxão de orelha no jornalista do Ação Popular. “Quero aqui registrar as presenças de algumas pessoas a exemplo de nosso amigo João Alves, do jornalista do Ação Popular, Manoel Cavalcanti, do qual espero que neste ano coloque umas notinhas mais leve”. Ele ressaltou ainda a cada um dos colega o prazer em ter divido o espaço durante os três anos de trabalho. “Para mim foi uma honra. Peço desculpe se em alguma vez, diante das divergências, tenha causado alguma indignação. No parlamento aprendi muito com todos vocês”.
“Este ano a população vai fazer uma reflexão sobre o nosso trabalho para saber quem deve continuar ou não. Para aqueles que desejam entrar desejo boa sorte”, concluiu.
Juscelino Alves (PSC)
Como vereador de oposição, Juscelino teceu critica à administração municipal. “Está se findando o meu mando, como também o do prefeito. Não houve harmonia durante estes três anos. Eu acho que é hora de prestarmos contas ao povo de Uauá. O povo de nosso município da sede e interior precisam de atenção”.
Ele foi mais além: “Ninguém nesta Casa mudou meu tom de voz durante estes três anos, e nem se quer tentou mudar porque sabe que o vereador Juscelino e uma pessoa de caráter (…) Como falei na minha campanha, quem quiser ver um vereador para andar na rua desfilando de salto alto, achando que é gente, procure outro vereador (…) Se o povo achar por bem reconduzir alguém que esteja nestas cadeiras, que seja bem vindo. E aqueles que virão, que venha com respeito, responsabilidade para com nosso povo “.
Dewilson Almeida (PDT)
Desanimado e com a cara de quem estava abatido, o vereador Dewilson se mostrou sem pique para enfrentar o último ano de mandato. “Este ano é o ano da justiça, do juízo final, onde o prefeito e nós vereadores seremos julgados pela população. Para falar a verdade, eu não fui e não estou sendo um bom vereador, isso porque não consegui realizar um quarto de meus sonhos – frustrante como vereador. Então eu perdi o animo nessa caminhada, perdi o gosto porque sonhava demais. A política para quem está atuando sabe como ela é, pois é um jogo para bons jogadores. Eu acredito que ainda em aprender a jogar, mas no momento sou um principiante (…) Se eu conseguir me reeleger agradecerei a todos (…) Alguns usam do bom discurso mas não são sinceros, já outros, como eu, falo a verdade e não gosto de discursar por falar a verdade (…) Eu não uso a política para ganhar dinheiro, mas tem uns profissionais que fazem isso (…) Se Deus me desse outra oportunidade neste momento, renunciaria de meu mandato e sairia desta Casa agora por aquela porta” lamentou o vereador.
Mesmo assim ele disse que vai tentar novamente nem que perca. “Vou sim. A política está na veia”.
Vereador Domingas Alves (PSB)
Em sua fala, ela tentou reanimar o colega Dewilson. “Nós como vereadores nunca conseguimos fazer o que pretendemos quando estamos no mandato. Então peço ao nobre colega Dewilson que não perca o animo. Eu sou filha de uma ex-vereador pobre que nunca deixou faltar pão em nossa mesa, e nem por isso ele se abateu.”
“Uma coisa estou em paz até dezembro deste ano que é o cumprimento de meu dever caso seja reeleita ou não. E com isso continuo amando o povo de minha terra (…) Faço as palavras do vereador Emerson: ‘amei e quero ficar com todos vocês até o dia 31 de dezembro deste ano mesmo não sendo eleita’”.
Rosevaldo Loiola (PDT)
O vereador foi direto em suas colocações. “Entrar no quarto de mandato é um grande desafio, isso porque o povo irá nos julgar. O povo de nosso município está feliz porque acabou o clamor por água (…) No dia 18 de janeiro, devido as fortes chuvas na região de São Paulo, caiu um poste de energia passando 16 dias com a comunidade ligando para a Coelba pedindo providências. Diante da situação, o sofrimento era maior de crianças recém-nascidas, diabéticos, Alzheimer em quatro comunidades do São Paulinho. Quero com isso agradecer ao Jornal Ação Popular que logo depois da publicação do fato, a Coelba tomou providencias. Em menos de 4 horas de trabalho a energia foi restabelecida”.
Osvaldo Gonçalves (PDT)
Mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas durante os 3 anos de mandato, Osvaldo não perdeu o animo em tentar novo mandato. “Todos nós jamais iriamos conseguir realizar nossos sonhos diante de nossos mandatos, mas algumas coisas conseguimos, o que é natural. Somos representante do povo e temos que estar otimistas diante dos trabalhos que realizamos (…) Aquele que usa do discurso em dizer que o prefeito tem condições de fazer tudo é a mesma coisa de estar vendendo terrenos na lua. Ele está usando do discurso demagógico”, disparou.




































