A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, usou as redes sociais no início da manhã deste domingo (5) para prestar uma homenagem ao marido, o deputado estadual Waldemar Borges, que morreu na tarde de ontem (4), aos 67 anos, em decorrência de um câncer. O velório do deputado estadual começou às 8h e segue até às 13h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O sepultamento ocorrerá logo em seguida, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.
“Dor é algo que não se mede. Uma perda jamais pode se comparar a outra. Mas posso dizer que não esperava sentir, na minha vida, uma dor parecida a que senti com a perda do meu pai. É uma dor lancinante, que parece dilacerar a alma”, escreveu.
Veja o depoimento na íntegra:
“Dor é algo que não se mede. Uma perda jamais pode se comparar a outra. Mas posso dizer que não esperava sentir, na minha vida, uma dor parecida a que senti com a perda do meu pai.
É uma dor lancinante, que parece dilacerar a alma.
Wal foi um companheiro excepcional. Formamos, juntos, uma boa dupla. Sonhamos as mesmas coisas. Me alegrava ver o cuidado com que cultivava o nosso jardim e seu prazer ao contemplar os pássaros, na luta para atraí-los em Gravatá e na alegria de vê-los com tanta facilidade pela janela em Brasília.
Neste processo de seu adoecimento Wal foi um leão. Sempre muito lúcido, buscou organizar tudo, para todo mundo. Uma preocupação com os filhos, com a família, irmãos e pais, comigo, com sua equipe. Uma lucidez que não surpreende quem conviveu com ele.
Sua vida inteira foi dedicada a defender a democracia, a cuidar das causas públicas, a construir formas de melhorar o mundo para todas as pessoas.
E Wal também foi poesia, foi música. Celebrou a vida, as amizades e os amores. Foi a simplicidade que se animava com as crianças da família, tendo sempre um gesto carinhoso e alegre.
A esperança que nos move em tantas causas comuns, também nos alimentou durante os dias. Nós acreditamos numa convivência mais prolongada com a doença, nos movemos por isso ao longo de todo processo.
Hoje está doendo muito. Sua ausência está torturando minha alma e, todos nós, vamos precisar aprender a viver sem sua presença. Mas, como disse uma carta linda que recebi da minha pequena Luana, nós “vamos enfrentar esse momento juntas, uma segurando a mão da outra”.
Wal foi um pai incomparável, o melhor amigo de Walzinho, Mariana e Luana. Foi meu parceiro, meu amor. Ele nos amou com todas as suas forças e nós continuaremos amando ele e honrando sua memória por toda a vida, enquanto o tempo existir.
Luciana.”

























