Universidade demite professor acusado de agredir ex-companheira
A UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau informa que, após a instauração de uma Comissão de Sindicância para apurar o ocorrido com o professor Thiago Ianatoni, e seguindo os regimentos dispostos em seu Código de Ética, decidiu pelo desligamento do docente da Instituição. Ressaltamos que a UNINASSAU não compactua ou tolera quaisquer tipos de violência, seja ela verbal, física ou psicológica, e que irá apurar todas as denúncias efetuadas através da nossa ouvidoria e fale conosco e as notícias divulgadas pela imprensa envolvendo nossos discentes e docentes, tomando as medidas cabíveis e necessárias a cada caso.
Os estudantes realizaram um ato de solidariedade à jornalista no bloco B da instituição, no bairro do Derby, no Recife. O protesto, agendado pelo Facebook , pediu o combate ao machismo. Na ocasião, muitas estudantes vestiram cor de rosa como símbolo de defesa da mulher.
Ulisses Dornelas, advogado de defesa do professor, disse que o cliente está tomando as providências necessárias e é o maior interessado no esclarecimento total dos fatos. “Thiago foi julgado, condenado sem sequer ter sido intimado. Ele tomou conhecimento das acusações pelas redes sociais, teve a vida devastada por informações prestadas por uma pessoas em seu benefícios e não teve o direito de se defender”, questiona. A defesa também divulgou uma nota oficial. Confira:
Por intermédio da presente nota, esclarece-se que até o presente momento o senhor Thiago Ianatoni não foi formalmente intimado dos termos do Boletim de Ocorrência n. 16E0318001113, prestado perante a Primeira Delegacia de Polícia Civil da Mulher do Recife, pela senhora Candice Dantas.
anto o registro da ocorrência, quanto o que fora publicado nos veículos de comunicação e rede sociais serão objeto de apuração e esclarecimento perante as autoridades públicas competentes. Confia-se, inclusive, que isto seja feito.
O senhor Thiago foi “condenado” a partir do registro de um boletim de ocorrência, o qual, em tese, deveria servir como base, apenas e tão somente para o início das investigações.
Entretanto, um procedimento policial, o qual deveria ser desenvolvido sob o manto da sigilosidade, para preservação da intimidade das partes envolvidas foi tornado público de forma inadvertida por uma das partes em tese interessada.
Ora, não houve um processo criminal com sentença condenatória; não houve uma denúncia (acusação pública) formulada contra ele; não houve um indiciamento; não houve um interrogatório. Aliás, repita-se, não houve sequer a intimação de Thiago para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Alguém já parou para pensar, ainda que por um instante que seja, que se os termos do boletim de ocorrência não forem verdadeiros, o estrago à imagem do senhor Thiago já foi consolidado?
Por isto, quanto aos fatos, injustamente atribuídos ao senhor Thiago Ianatoni e irresponsavelmente publicados, os quais expõem indevidamente sua imagem e a de seus familiares, certamente, serão objeto de igual análise e de adoção de providências legais.
Encerra-se, afirmando que o maior interessado nesta história, no tocante ao seu esclarecimento, é o próprio Thiago Ianatoni, o qual já foi hostilizado socialmente, teve seu nome, sua imagem e a de seus familiares expostos de forma inadvertida, sem sequer ser ouvido.
Caso – O caso de lesão corporal por violência doméstica foi registrado na sexta-feira passada na Delegacia da Mulher em Santo Amaro e ganhou repercussão nas redes sociais neste fim de semana com mais de 2,6 mil compartilhamentos.A jornalista que obteve medida protetiva, disse que já conseguiu retirar os pertences da casa do ex-companheiro, com quem teve um relacionamento amoroso por um ano e quatro meses, e que está na casa de familiares. Nesta segunda ela deve voltar à especializada para reunir sua documentação no processo.
Candice acusa o professor de de tê-la empurrado contra a parede, puxado os seus cabelos, chutado e empurrado escada abaixo quando foi ao apartamento dele, buscar os pertences pessoais. Os dois teriam discutido, narra Candice, quando ela percebeu que ele estava no imóvel com outra mulher.
O boletim de ocorrência foi registrado às 21h44 do dia 18, com o nº 16E0318001113. As partes foram convocadas para comparecer à delegacia no dia 7 de abril, apresentando duas testemunhas. Segundo Candice, ela teria voltado ao apartamento na sexta-feira para tentar uma conversa amigável. Depois das agressões, diz, quem a levou à delegacia foi a própria mulher que estava com o professor. “Se ela não estivesse lá, talvez tivesse sido muito pior”, disse a jornalista, destacando que as agressões teriam começado em julho do ano passado. Por vergonha, ela narra, não havia ainda procurado a polícia. No Facebook, Candice postou dez imagens com hematomas no corpo e a página inicial do boletim de ocorrência.



























