Prefeito de Maceió alfineta candidato de Renan: ‘Não tenho questão com a PF’
A fala de Rui sobre o ex-prefeito popularmente conhecido como Ciço sucedeu discursos dos ex-governadores Teotonio Vilela Filho (PSDB), Ronaldo Lessa (PDT), do ministro dos Transportes Maurício Quintella (PR) e do senador Benedito de Lira (PP), na presença de dezenas de correligionários e líderes dos partidos que integram a coligação: PSDB, PP, PDT, PR, DEM, PROS e PPS.
“Tenho certeza de que a população vai saber comparar quatro anos de quem fez com responsabilidade, de quem agiu zelando pelo dinheiro público, com quem passou oito anos. E deixo para o eleitor avaliar o que ele fez, deixa para a Justiça avaliar, deixa para o Ministério Público. Nossa questão é com o povo de Maceió, não é com a Polícia Federal, nem com o Ministério Público”, arrematou o prefeito tucano.
Muito a fazer
O candidato à reeleição disse ainda que está ciente de que há muito a fazer pela população, depois de afirmar ter encontrado a prefeitura “quebrada, com obras inacabadas, escola caindo telhado, com parede dando choque e um momento de crise no Brasil”.
“A opção era ou sentar e chorar, ou arregaçar mangas e trabalhar. Arregaçamos as mangas e fomos trabalhar. Conseguimos fazer muito”, resumiu Rui Palmeira.
O tucano destacou ter avançado principalmente em questões relativas diretamente às necessidade das pessoas. E disse estar disposto a “olhar no olho de cada maceioense, consciente de que Maceió melhorou e de que há muito a fazer”.
“Temos grandes obras como a Josefa de Mello, como Avenida Paulo Holanda, a Manoel Afonso, a Via Litorânea, como a Nações Unidas e tantas outras. Mas entendo que grande obra de verdade é tirar as crianças aqui da Vila Emater de um chiqueiro onde elas estudavam e colocar em uma creche decente. Isso é o mais importante, pensar nas pessoas dessa cidade. É chegar para um aluno de uma escola e dar seu uniforme, sua mochilinha, reformar a escola e dar dignidade às pessoas de Maceió. E é isso que temos feito com muito esforço e muita dificuldade. Sabemos que precisamos fazer muito mais pela cidade de Maceió”, afirmou o prefeito.
Sua esposa Tatiana Palmeira e seu pai, o ex-governador, ex-senador e ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Guilherme Palmeira, também estiveram presentes à convenção.
Ciço reage
O ex-prefeito Cícero Almeida, que deve depor ao STF, em plena campanha, sobre o processo que o acusa de integrar uma quadrilha conhecida como Máfia do Lixo, que desviou cerca de R$ 200 milhões de contratos de limpeza urbana reagiu às críticas, quando procurado pelo Diário do Poder para comentar as falas de Rui a seu respeito.
Ciço disse estranhar que o prefeito tucano não tenha comentado “suas relações com a Operação Lava Jato” e afirmou que terá muito a mostrar na campanha a esse respeito.
“Vou responder a ele na hora certa, porque falar e responder a você, logicamente, você não vai colocar, com todo respeito que eu lhe tenho, o que eu devo falar. Mas uma das coisas que seria bom você colocar, se é que você pode, se ele falou da participação dele na Lava Jato, que é mais escândalo, porque lamentavelmente envolve o Estado de Alagoas. As doações que ele recebeu da Lava Jato, será que ele falou? As dez máfias dele, será que ele falou e tem conhecimento? Se não tem eu quero ver e, com certeza, vou ver, com certeza, se você jornalisticamente falando, eticamente falando, você vai divulgar”, rebateu Ciço.
O pré-candidato do PMDB fez referência ao fato de Rui ter sido listado entre os mais de 200 políticos citados no que vem sendo considerado o mais completo acervo documental de uma suposta contabilidade paralela da empreiteira Odebrecht. Descoberta revelada pela força-tarefa da Operação Lava Jato, em março. Segundo Almeida, seu guia eleitoral abordará o assunto.
“Vem por aí, aguarde. Nem todo mundo que diz que é honesto é honesto. Eu tenho a consciência tranquila. Ele está preocupado. Então deixa ele ficar preocupado. Hoje foi o momento dele. Quinta-feira[4] será a nossa convenção. E não vou responder a ele ainda. Quando começar o guia eleitoral, o povo alagoano vai saber quem é ele. Não queria entrar por essa seara, não. Mas ele tem que amadurecer mais. Até o momento, eu não o atingi. E a sociedade vai tomar conhecimento dessa farsa que é ele na Prefeitura de Maceió. Daqui há uns dias, quando começar o guia eleitoral, a gente vai saber quem é quem. Acho que para falar de mim, ele teria que escovar os dentes, porque a ficha dele não é tão limpa como ele pensa”, disparou o ex-prefeito, que também foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público, e recorre de condenação judicial em processo resultante da Operação Taturana, de 2007.


























