Fernando Bezerra fala sobre ações frente ao Ministério da Integração

Grazzielli Brito – Ação Popular
Durante a última visita de Fernando Bezerra Coelho à Petrolina, o Ministro da Integração Nacional esteve ao lado do Governador Eduardo Campos, para inauguração do Centro Administrativo Agropecuário, um acordo de cooperação técnica com a Embrapa e os governos de Pernambuco, Piauí, Bahia e Ceará para incentivar a produção e distribuição de mudas de mandioca e palma forrageira.
Ele falou ao Ação Popular sobre o Centro Agropecuário e outras ações à frente do ministério. “Temos a alegria de acompanhar mais uma vez o governador Eduardo Campos em visita ao interior do estado, desta vez no sertão do são Francisco. Estamos assinando dois importantes instrumentos de trabalho: a celebração de convenio com repasse dos primeiros recursos para execução e implantação de 1.000 pequenas e medias barragens em todos os municípios do semiárido pernambucano e com apoio da Embrapa e do Ministério do Desenvolvimento Social estaremos informando não só com a Secretária de Agricultura de Pernambuco, mas também com Bahia, Ceará e Piauí, convenio para permitir a revitalização da palma forrageira no semiárido nordestino”, informou.
A implantação das barragens anunciadas por Bezerra vai ampliar a capacidade de reservar água no estado em mais de 300 milhões de m³, o que cria uma infraestrutura melhor. “Para que a gente possa sonhar com a segurança hídrica tão necessária”.
Já sobre o incentivo para a produção de palma e mandioca Fernando disse que se procura uma palma mais resistente a cochonilha, uma praga que dizimou a palma. “Estamos na ação de recuperar o prejuízo causado pela seca. No que diz respeito ao cultivo da mandioca, nós vamos utilizar a mandioca nas áreas irrigadas de projetos da Codevasf para que a gente possa no próximo inverno voltar a produzir”.
Dívidas dos agricultores
Com o longo período de estiagem o governo federal adotou algumas medidas para diminuir o prejuízo de milhares de agricultores, que não puderam honrar seus compromissos nas instituições financeiras, a respeito de crédito e financiamento rural no Banco do Nordeste e Banco do Brasil.
“Os que tiveram prejuízo ocasionado pela seca tiveram o seus débitos, seja de parcela de juros vencida, seja de parcela do principal, com vencimento nos anos de 2012, 13 ou 14, terão todas as parcelas consolidadas e parceladas em até 10 anos. Sendo que a primeira parcela, para agricultor empresarial vence em 2015 e para quem for agricultor familiar a parcela vence em 2016. Para os que quiserem liquidar seus débitos o governo criou instrumentos de redução da dívida. Para as de até 15 mil poderá ser abatido até 85% e para até 35 mil oferecemos 75% de desconto”, explicou o ministro.
Reestruturação do DNOCS
Fernando anunciou que desde que assumiu o Ministério procurou revitalizar os órgãos ligados a ele. “Realizamos concurso para a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) e agora chegou a vez do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contras as Secas). Estamos discutindo a sua reestruturação e vamos reapresentar uma proposta ao Ministério do Planejamento, agora em junho. O debate acontece na câmara e no senado. O objetivo é recompor a área administrativa procurando uma estrutura mais ágil”, finalizou.


























