Contrariando o seu próprio partido, que fechou questão contra a reforma trabalhista que o presidente Michel Temer enviou para o Congresso, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) defendeu hoje (24) a sua aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Seu filho, o ministro Fernando Filho (Minas e Energia) licenciou-se do Ministério por uma dia só para votar a favor dessa reforma na Câmara Federal.
Ela já foi aprovada pelos deputados e se ora se encontra tramitando no plenário do Senado Federal.
Para Fernando Bezerra, que é o líder da bancada do PSB, ao contrário do que diz o seu partido, a reforma trabalhista modernizará as leis do trabalho e resolverá a questão da alta rotatividade e da informalidade no mercado de trabalho.
“A média de duração dos contratos de trabalho não chega a dois anos e, a cada demissão, o trabalho é ainda mais precarizado. Portanto, não há como se negar a necessidade dessa reforma”, disse o senador pernambucano.
Segundo ele, a flexibilização das relações entre empregados e empregadores deverá solucionar não só a “absurda” rotatividade como irá contribuir também para reduzir os conflitos judiciais.
Ele disse que 70% dos empregos no país são ofertados por empresas com até oito empregados contratados por micro, pequenas e médias empresas.
“Portanto, a legislação trabalhista – que precisa ser aprimorada por meio desta reforma – não é para melhorar só as relações nos grandes (negócios); mas especialmente nos pequenos”, afirmou.
Para o debate desta terça-feira na CAE, foram convidados o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Fundação Perseu Abramo, Márcio Pochmann; o professor da Escola de Economia de São Paulo/FGV, André Portela; o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani e o professor do Insper, Sérgio Firpo. (Inaldo Sampaio)


























