Coronel diz que saída do PSD foi “sangrenta” e revela que aproximação com ACM Neto começou a ser discutida há um ano

Por Reinaldo Oliveira

Foto: Reprodução/Arquivo

Angelo Coronel

Em entrevista à rádio Salvador FM nesta segunda-feira (8), o senador e pré-candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), voltou a falar do rompimento com o PSD e da aproximação com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, a saída da sigla aconteceu de forma traumática e sem qualquer tentativa de construção de entendimento entre as partes, e o rompimento teria acontecido em função de um desgaste político que já vinha se acumulando dentro da legenda.

De acordo com o parlamentar, já existia insatisfação mútua entre ele e setores do partido, principalmente após o PSD ficar sem representação na chapa majoritária governista, apesar de ser, segundo ele, o maior partido da Bahia.

“Eu imaginava que o partido continuaria bancando a candidatura de um membro do PSD para compor a chapa majoritária. O PSD não indicou ninguém, nem Angelo Coronel, nem qualquer outro membro do partido. Fiquei sem entender como o maior partido do estado da Bahia não tinha nenhum representante na chapa”, declarou.

O ex-pessedista ressaltou que paralelamente ao desgaste interno, mantinha conversas frequentes com o grupo político liderado pelo ex-chefe do Palácio Thomé de Souza e que sua futura migração política não era desconhecida pelos aliados do governo.

“Essa chegada ao grupo de Neto não foi surpresa. Era uma negociação que já vinha acontecendo há cerca de um ano. O próprio PT sabia disso e chegou a me criticar porque eu não participava de alguns atos da campanha de Jerônimo”, acrescentou.

Embora tenha admitido que já avaliava deixar a sigla, o republicano disse que que foi surpreendido pela forma como seu desligamento aconteceu. De acordo com ele, não existiu diálogo nem tentativa de pacificação antes do anúncio. Coronel ainda fez questão de pontuar que estava fora do Brasil quando tomou conhecimento da decisão.

“Não imaginava que a saída seria daquela maneira. Foi uma saída nevrálgica, sem conversar, sem pacificar. Uma saída muito sangrenta, no jargão político. Eu estava viajando quando ouvi pela rádio a minha defenestração do PSD. Tomei um susto. Pensei até que fosse o fuso horário me confundindo, mas era verdade. Foi praticamente uma expulsão”, concluiu.

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