Apesar das fortes chuvas que caíram no Agreste, Jucazinho continua seca

Em que pesem as fortes chuvas que caíram no Agreste no último final de semana, a barragem de Jucazinho, localizada o município de Surubim, continua seca.

Segundo a Compesa, as chuvas não alcançaram a bacia do rio Capibaribe, responsável pela alimentação da barragem, que é a maior operada pela Companhia para abastecimento humano.

Ela foi fruto de uma luta de quase 10 anos do deputado estadual Tony Gel (PMDB) e sua capacidade de acumulação é de 327 milhões de metros cúbicos d’água.

A barragem entrou em colapso em setembro do ano passado, prejudicando vários municípios da região Agreste do Estado, a saber: Santa Cruz do Capibaribe, Riacho das Almas, Cumaru, Passira, Salgadinho, Casinhas, Surubim, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho, Toritama, Caruaru, Bezerros e Gravatá, além de diversos distritos e povoados dos 15 municípios que fazem parte do sistema integrado.

Já o município de Garanhuns (a 220 km do Recife) está com o abastecimento suspenso desde ontem (28) em razão das fortes chuvas que caíram no município.

O sistema Cajueiro, responsável por 60% do abastecimento da cidade, está sem funcionar em virtude do rompimento de um trecho da adutora. A expectativa da Compesa é que o sistema volte a operar na próxima quarta-feira (31).

Já o sistema Inhumas também entrou em colapso devido a problemas na rede elétrica ocasionados pelas chuvas. E o sistema Mundaú não está operando porque atua de forma integrada aos outros dois.

Segundo o gerente da Unidade de Negócios da Compesa, Igor Galindo, a expectativa é que o Sistema Inhumas volte a funcionar ainda ontem (29).

Apesar desses contratempos, as três barragens que abastecem a cidade conseguiram acumular um bom volume de água. A barragens de Mundaú, que tem capacidade de acumular 1,2 milhão de metros cúbicos, está com 83% do total, o que representa um volume de 998,74 m3.

Já a barragem de Inhumas está hoje com 4,2 milhões de metros cúbicos, o que representa, segundo a Compesa, 62% da sua capacidade de acumulação.

Quanto à barragem de Cajueiro, está com 6,6 milhões de metros cúbicos, ou seja, 53% da sua capacidade total, que é de 14, 4 milhões de metros cúbicos.

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