Polícia faz ‘caça’ aos servidores fantasmas da Secretaria de Ressocialização
Por Raphael Guerra

A Polícia Civil de Pernambuco está em fase de conclusão das investigações relacionadas a servidores fantasmas que mantinham vínculo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), recebiam salários mensalmente, mas não cumpriam expediente. O esquema, que aponta para pelo menos 11 pessoas beneficiadas, devem apontar outros nomes de gestores envolvidos. Os suspeitos devem ser indiciados por peculato (desvio de dinheiro público por meio de funcionário público) e outros crimes – sob análise da Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp).
A polícia confirmou que testemunhas e pessoas envolvidas com o possível desvio de verba pública foram intimadas e parte delas já prestou depoimento. O caso está sendo conduzido pelo delegado Izaias Novaes.
“A Polícia Civil não irá se pronunciar, no momento, sobre o conteúdo dos depoimentos prestados a autoridade policial, nem sobre os próximas etapas da investigação, com o objetivo de não atrapalhar o andamento delas”, informou nota oficial da Polícia Civil.
De acordo com sindicância da Seres, os desvios aconteceram entre janeiro de 2010 e janeiro de 2013. No total, R$ 227.620,63 foram pagos a essas pessoas. A pasta concluiu que “a irregularidade foi cometida devido à falta de controle por parte dos gestores setoriais, que deveriam ter adotado providências administrativas imediatas, infringindo ao que dispõe o dispositivo legal”.
A investigação sobre os funcionários fantasmas foi revelada em setembro pelo Ronda JC. Em fevereiro, outra investigação apontou que um médico cerca de R$ 33 mil em dinheiro, entre setembro e dezembro do ano passado, sem nenhum vínculo empregatício com a Seres.
Em 2017, a Decasp realizou cinco Operações de Repressão Qualificada com o objetivo de desarticular quadrilhas e conter o desvio de verbas públicas em Pernambuco.
























