Um dos homens mais perigosos de PE será transferido para presídio federal

Por Raphael Guerra 

Polícia afirma que Júnior Box continua comandando tráfico de dentro do Presídio de Igarassu. Foto: Reprodução

Apontado pela polícia como um dos homens mais perigosos de Pernambuco, Jurandir Francisco Xavier Júnior, conhecido como Júnior Box, deve ser transferido para um presídio federal. O pedido foi feito pela Secretaria de Defesa Social (SDS) à Justiça. Na semana passada, a juíza Orleide Rosélia Nascimento, responsável pela decisão, deu prazo de cinco dias para a defesa dele se pronunciar sobre a transferência.

Júnior Box está preso há nove anos. Mesmo assim, de acordo com a polícia, ele continua liderando uma das mais perigosas quadrilhas especializadas em tráfico de drogas que atua na área central do Recife e que também estaria exercendo forte poder em municípios como Olinda e Paulista.

No final do ano passado, parte do grupo foi preso numa operação da Polícia Civil. Na época, os investigadores afirmaram que ele continuava dando ordens de dentro do Presídio de Igarassu e que recebia até vídeos para comprovar se os pedidos dele estavam sendo atendidos.

O pedido de transferência de Júnior Box foi definido entre a SDS e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos com o objetivo de diminuir a incidência do tráfico de drogas e também como meta para a redução dos assassinatos relacionados a esse tipo de crime. Segundo informações da polícia, o grupo de Júnior Box teria envolvimento em pelo menos 30 homicídios praticados nos últimos anos.

Em nota, a assessoria da SDS informou que “por questões estratégicas de segurança, não poderia fornecer informações sobre esse assunto”.

ESTRATÉGIA

O secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, afirmou que a transferência de detentos perigosos para presídios federais é uma das estratégias do Governo do Estado para combater as organizações criminosas. Segundo ele, dezenas de detentos já foram removidos para outros Estados do país, onde há unidades federais.

O gestor também disse que, em trabalho integrado com a Secretaria de Ressocialização, lideranças estão sendo monitoradas e transferidas para outros presídios do Estado quando há necessidade. “Recentemente fizemos uma grande ação na Penitenciária Barreto Campelo. Mais de 150 armas brancas foram apreendidas e houve a transferência de quase 200 presos. A gente percebe que, com essa medida, conseguimos dissolver essas ordens que partiam do presídio”, explicou, em entrevista à Rádio Jornal na última sexta-feira (20). (JC)

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