‘Bolsonaro não tem nenhuma responsabilidade sobre ataques’, diz Bivar

O presidente do PSL, Luciano Bivar, ao lado do deputado federal e pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL-RJ)(Foto: Diego Nigro/JC Imagem)
O presidente do PSL, Luciano Bivar, ao lado do deputado federal e pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL-RJ)(Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

 

Após o deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ser cobrado pela deputada estadual Manuela D’Ávila, presidenciável pelo PCdoB, a se manifestar sobre o ataque a tiros contra o acampamento pró-Lula, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, saiu em defesa de Bolsonaro.

Em entrevista ao Blog de JamildoLuciano Bivar afirmou que o pré-candidato do partido não se manifesta sobre os episódios de violência como os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes por medo ser mal interpretado.

“Tudo que ele fala você vai polemizar, certo? Se disser branco, o cara diz que é preto. Se ele disser preto, o cara diz é branco. Então, não adianta. Deixa que a polícia proceda a sindicância, faça um inquérito se for o caso”, afirmou Bivar, ressaltando que “há especulação que eles próprios fazem isso para se vitimizarem”.

 

Em março, Jair Bolsonaro sugeriu que os tiros que atingiram um dos ônibus da caravana de Lula pelo Sul do país foram disparados pelos próprios petistas. Após a morte da vereadora Marielle Franco, a assessoria do deputado disse que a opinião do parlamentar sobre o caso seria “polêmica demais”.

Bivar, que acompanha o presidenciável na feira agropecuária Agrishow, em Ribeirão Preto, São Paulo, questionou porque os casos de violência são atribuídos apenas a Bolsonaro e não a outros presidenciáveis.

“Bolsonaro não tem nenhuma responsabilidade com relação a isso (aos ataques). Você tem o (João) Amoêdo (Novo), tem o Flávio Rocha (PRB), tem o Ciro (Gomes, PDT), tem todos os outros candidatos também, por que só atribui isso (episódios de violência) a ele?”, disparou.

“Isso é questão de polícia, tem que ter identificar (os autores). É claro que a gente quer um Estado de Direito, ninguém quer agressão e coisa nenhuma”, complementou.

Clima para eleições

Perguntado sobre se as eleições manterão esse clima de intolerância, o pernambucano responsabilizou o PT e os seus apoiadores pelo acirramento político, citando a “resistência dos condenados à prisão com relação ao Judiciário”, como é o caso do ex-presidente Lula, condenado a 12 meses e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.

“Você não vê nenhum outro candidato com princípio de violência, você não vê o (Geraldo) Alckmin (PSDB) com violência, você não vê o Flávio Rocha com violência, você não vê o Bolsonaro com violência. Você só vê o pessoal do PT dizendo que vai resistir, dizendo que isso é um golpe e que convoca o povo árabe para resistir em defesa do Lula. Coisas absolutamente fora do contexto democrático. Isso sim é algo que você não concebe no Estado Democrático de Direito”, disse Bivar.

Agenda

Segundo o presidente do PSL, Bolsonaro deve vir a Pernambuco em maio para mais uma agenda no Estado, onde está sendo formado um palanque para dar suporte à sua candidatura ao Planalto. O coronel aposentado da Polícia Militar Luiz Meira (PRP) é pré-candidato ao governo do Estado e conta com o apoio do presidenciável.

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