Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Ações falam mais alto que as palavras (Sabedoria popular árabe)
Oxalá parece que ainda há tempo. Dentro de algumas horas teremos as principais pesquisas de boca de urna, e saberemos, com uma margem de erro menor, se está, realmente, garantido, como é mais provável, que teremos um segundo turno.
Dezenas de milhares de ativistas de esquerda, de todas as correntes e partidos, aguardam com ansiedade. Na verdade, são milhões de pessoas que estão muito nervosas, e com razão. Estamos todos com um “ufa” preso na garganta. Porque sabemos o tamanho do perigo.
Há pelo menos dois anos, acontece uma discussão na esquerda brasileira, mais ou menos erudita, para saber se é ou não correto classificar Bolsonaro como fascista. Prevaleceu, felizmente, a opinião de que Bolsonaro é um fascista. Bolsonaro é mesmo um neofascista, por enquanto sem um partido fascista de combate, nacionalmente, estruturado, mas com uma corrente de massas eleitoral de apoio.
Esta reação é progressiva e revela boa intuição política. Confirma que no melhor da vanguarda há reservas. Elas serão vitais para poder se construir um movimento de massas antifascista para além das eleições.
Mas hoje, dia decisivo, devemos dizer, infelizmente, que esta percepção não foi suficiente para identificar Bolsonaro como o inimigo principal a ser combatido, impiedosa e frontalmente, desde o início da campanha eleitoral. Com maior emergência, depois do atentado.
A partir de sua localização dentro do PSOL, este foi o alerta e a luta política da Resistência, desde o Ato no Circo Voador, quando fizemos o chamado à Frente Única. E esse erro dramático teve consequências. Ainda há tempo.


























