Guedes volta a chamar CLT de ‘fascista’ e defende nova modalidade de contratação
Ministro da Economia enfatizou que mudança não será proposta ao mesmo tempo que a reforma da Previdência, para não atrapalhar as articulações para a sua aprovação
Por ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília – O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender, na manhã desta quinta-feira, a criação de um novo regime trabalhista, com mais empregabilidade para os jovens, mas com menos direitos, o que reduziria o custo de contratação para as empresas. Ele enfatizou, no entanto, que essa mudança não será proposta ao mesmo tempo que a reforma da Previdência para não atrapalhar a tramitação da mudança no regime de aposentadorias.
Guedes voltou a classificar a atual legislação trabalhista como um conjunto “fascista” de leis ultrapassadas que não serviriam mais para garantir o emprego dos mais jovens. “Queremos libertar os jovens de um regime obsoleto, atrasado e injusto, que não proporciona hoje emprego para eles”, acrescentou o ministro.
Ele lembrou que hoje mais de 46 milhões de trabalhadores brasileiros estão na informalidade, devido aos altos encargos que incidem sobre a folha de pagamentos das empresas. “Cada emprego hoje custo dois porque os encargos são muito altos. Para cada jornalista contratado, há um desempregado”, disse.
O ministro enfatizou que, no novo sistema as empresas terão custo zero com a folha de pagamentos. “A carteira verde e amarela é um sistema diferente, com empregabilidade grande. Haverá escolha entre um regime de muito direito e pouco emprego, e outro de pouco direito e muito emprego”, acrescentou.
























