Pesquisa encomendada pelo Banco PGT Pactual revela que 82% dos deputados federais e 89% dos senadores são a favor da reforma da previdência, cujo projeto o presidente Bolsonaro deve enviar ao Congresso até o final deste mês. É uma notícia alvissareira, sabendo-se que no governo Temer a maioria dos parlamentares corria desse projeto como o diabo da cruz com medo de perder votos.

Hoje, aparentemente, a maioria esmagadora do Congresso reconhece que essa reforma é inadiável, sob pena de o nosso sistema previdenciário ir à falência. Afinal, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) acumulou em 2018 um déficit de R$ 195 bilhões e o Regime Próprio da União (servidores públicos federais) de R$ 95 bilhões. Evidente que a União não pode ficar eternamente tirando dinheiro do tesouro para cobrir esses rombos. Isso só terá solução se a reforma for feita e parece que desta vez o caminho está aberto para a sua aprovação. A reforma, para ser digna deste nome, tem que ser ampla, geral e irrestrita – ou seja, todos têm que colaborar, inclusive os militares. Não é mais momento para discursos demagógicos tipo “eu sou a favor da reforma, desde que…”. A reforma deve incluir idade mínima para aposentadoria e, se necessário, aumento da alíquota de contribuição. É crime de lesa-pátria não reformar neste início de governo o nosso sistema previdenciário, porque, sem a reforma, a União pode quebrar, como ocorreu com a Grécia três anos atrás, que ficou sem dinheiro para pagar a aposentados e pensionistas. (Inaldo Sampaio)
























